Líder da ONU condena novos ataques da Rússia contra cidades ucranianas

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Bombeiros trabalham entre os escombros de um prédio residencial em Kyiv destruído por um ataque de míssil em 28 de agosto

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou novos ataques da Rússia, durante a madrugada, com mísseis e drones contra cidades ucranianas, que mataram e feriram muitos civis, incluindo crianças.

Segundo agências de notícias, pelo menos 17 pessoas morreram. Os bombardeios também danificaram instalações de delegações diplomáticas na capital da Ucrânia, Kyiv, incluindo o escritório da União Europeia.

Em busca de uma paz justa

O líder da ONU enfatizou, em nota emitida pelo porta-voz, que ataques contra civis e infraestrutura civil “violam o direito internacional humanitário, são inaceitáveis ​​e devem parar imediatamente”.

Guterres renovou seu apelo por um cessar-fogo que resulte em uma paz justa, abrangente e sustentável na Ucrânia.

Para ele, as negociações devem defender plenamente a soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, em conformidade com a Carta da ONU, o direito internacional e as resoluções relevantes das Nações Unidas.

Fumaça sai das janelas quebradas de um bloco residencial em Kiev após um ataque com míssil nas primeiras horas da manhã de 28 de agosto
Unicef/Oleksii Filippov

Fumaça sai das janelas quebradas de um bloco residencial em Kiev após um ataque com míssil nas primeiras horas da manhã de 28 de agosto

Perigo constante

O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, declarou na rede social “X” que a onda de ataques da Rússia em Kyiv causou mais “perda e destruição”.

Ele declarou que conforme a cidade começa um novo dia, em meio a operações de resgate, “algumas famílias têm que enfrentar a dura realidade de que jamais verão seus familiares novamente”.

Schmale afirmou que casas, escolas e escritórios de organizações humanitárias foram danificados, ressaltando o perigo constante para os ucranianos e profissionais de ajuda que atuam no país.

Ele lembrou que, sob o direito internacional, os civis devem ser protegidos e não podem jamais ser um alvo.

Fonte: ONU