Investidores Estrangeiros Perspectivam Produzir Fármacos em Moçambique

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Moçambique poderá acolher, nos próximos tempos, uma nova unidade fabril de medicamentos, fruto do interesse manifestado por investidores egípcios e norte-americanos que pretendem abastecer o mercado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) a partir do território nacional.

A proposta surge na sequência da Conferência Internacional sobre Produção Local, Investigação e Desenvolvimento de Medicamentos e Produtos de Saúde, realizada recentemente em Maputo, e representa uma oportunidade para reduzir os custos de importação de fármacos e aumentar a acessibilidade dos produtos farmacêuticos junto das comunidades.

Representantes da Dawah-Gypto Pharmaceuticals, uma empresa conjunta de capitais norte-americanos e egípcios, e da Associação de Negócios Africanos Egípcios foram recebidos pela presidente do Conselho de Administração da Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (ANARME), Tânia Sitoe.

No encontro, Sitoe salientou que Moçambique reúne todas as condições para acolher uma unidade fabril farmacêutica, sublinhando que este investimento permitiria minimizar os custos associados à importação de medicamentos e reforçar a capacidade de resposta do país em matéria de saúde pública.

O porta-voz da ANARME acrescentou que a realização da conferência internacional demonstrou que as oportunidades de investimento neste sector estão abertas, sendo urgente aumentar o número de fábricas para satisfazer a procura nacional.

O embaixador do Egipto em Moçambique, Mohamed Farghal, que liderou a delegação de investidores, reconheceu o trabalho da ANARME na consolidação das actividades do sector farmacêutico e destacou que o evento realizado em Maputo foi fundamental para atrair interesse de parceiros nacionais e internacionais. “É imperioso fortalecer a indústria farmacêutica local”, afirmou o diplomata, incentivando os investidores a apostarem no país.

A aposta no fabrico local de medicamentos é vista como uma oportunidade estratégica para industrializar o sector da saúde, garantir maior acesso a medicamentos essenciais, com destaque para os antimaláricos, e posicionar Moçambique como plataforma regional de produção e distribuição de fármacos no espaço da SADC.

Fonte: O Económico

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