Fonte: O País
IIAM busca formas de preservação de plantas medicinais no Chimanimani
O Parque Nacional de Chimanimani é rico em biodiversidade, mas começa a ser ameaçado pelo crescimento populacional. Várias reacções humanas têm colocado em risco a diversidade biológica, razão pela qual o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique concentra, agora, esforços na busca de soluções, numa primeira fase voltadas para a preservação de plantas medicinais.
A informação foi avançada pelo representante do IIAM, que disse que o trabalho, neste momento, é mapear onde essas espécies estão, em que quantidade existem, o que efectivamente essas espécies ajudam a resolver ao nível das comunidades.
“O que nós constatamos é que são aproximadamente 100 espécies que foram identificadas, espécies medicinais”, disse.
A administração do Parque Nacional de Chimanimani vê a iniciativa como um verdadeiro balão de oxigénio para a população das 13 comunidades da zona-tampão, que tradicionalmente recorre a plantas nativas para o tratamento de várias doenças.
“Este processo de plantas medicinais na paisagem de Chimanimani é muito crucial, olhando para as dificuldades de acesso desta população aos serviços de saúde”, disse.
As comunidades locais saúdam o gesto e já iniciaram acções para replicar a iniciativa. “Todos os medicamentos que estão na minha zona estão cheios. Há outros que não estão na zona, então, é preciso sair para procurar noutras zonas, para poder trazer na nossa zona”, disse um dos residentes.
Outro dos residentes pediu para que se presta mais atenção na situação actual para que não prejudique o futuro das populações locais, incluindo a população animal.
“Temos que prestar muita atenção, porque futuramente se poderá transformar em deserto caso não mudemos as estratégias de exploração do potencial medicinal que lá existe”, pediu.
Numa primeira fase, o projecto de restauração de plantas medicinais levado a cabo pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária de Moçambique beneficia as comunidades de Tsetsera, Nahed e Moribane.
Fonte: O País
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