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Sunday, February 1, 2026
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ONU alerta para escalada de violência e de assentamentos na Cisjordânia

Resumo

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, alertou para a intensificação das tensões na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, apesar dos esforços de apoio ao cessar-fogo em Gaza. Em reunião com o Conselho de Segurança da ONU, mencionou o aumento das operações de segurança de Israel, ataques de colonos, demolições e detenções, destacando o impacto negativo sobre os civis palestinos e o risco de escalada. Condenou a expansão contínua dos colonatos na região, que tem sido acompanhada por mais ataques de colonos apoiados pelas forças de segurança israelenses. As ações israelenses resultaram em mortes, deslocamentos e destruição, especialmente em campos de refugiados, afetando a vida dos palestinos e aumentando o risco de deslocamentos forçados. Alakbarov expressou preocupação com o elevado número de palestinos detidos por Israel, incluindo crianças.

O coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, afirmou que, apesar dos esforços das Nações Unidas para apoiar o cessar-fogo em Gaza, as tensões na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, continuam a intensificar-se.

Em uma reunião por video com o Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira, ele falou sobre o aumento de operações de segurança de Israel, ataques de colonos, demolições e detenções, e alertou para o impacto direto sobre civis palestinos assim como riscos de uma escalada mais ampla.

Expansão de colonatos e ataques

Alakbarov condenou a contínua expansão de assentamentos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, afirmando que 2025 trouxe o nível mais elevado de avanços de moradias de israelenses desde que as Nações Unidas começaram a acompanhar a situação, em 2017.

Segundo o coordenador, a expansão coincide com um aumento dos ataques de colonos, “muitas vezes com a presença ou apoio das forças de segurança israelenses”.

Palestinos, em particular agricultores, têm enfrentado agressões, intimidação e obstáculos no acesso às suas terras, afetando meios de subsistência e aumentando o risco de deslocamentos forçados.

Reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a questão palestina. O coordenador residente e humanitário da ONU, Ramiz Alakbarov (na tela), apresenta um relatório aos membros
ONU/Eskinder Debebe

Reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a questão palestina. O coordenador residente e humanitário da ONU, Ramiz Alakbarov (na tela), apresenta um relatório aos membros

Operações de segurança e deslocações forçadas

Alakbarov ressaltou que operações israelenses no norte da Cisjordânia resultaram em elevados números de mortos, deslocamentos e destruição em larga escala, especialmente em campos de refugiados.

As demolições de edifícios residenciais, justificadas por alegada necessidade militar, têm contribuído para milhares de refugiados palestinos e alterações duradouras na configuração desses campos.

O coordenador disse que está preocupado com o elevado número de palestinos detidos por Israel desde 7 de outubro de 2023, incluindo crianças.

Ao mesmo tempo,  Alakbarov condenou ataques armados levados a cabo por palestinos contra israelenses, sublinhando que toda a violência contra civis deve cessar imediatamente.

Contexto regional e impacto humanitário

Embora o foco da intervenção tenha sido a Cisjordânia, Alakbarov enquadrou a situação num cenário regional mais amplo, marcado por um cessar-fogo frágil em Gaza.

Ele falou da continuação de incidentes armados, bem como o agravamento das condições humanitárias devido ao inverno, incluindo o risco crescente de hipotermia.

Destacou também a entrada forçada de forças israelenses num complexo humanitário em Jerusalém Oriental, em 8 de dezembro, onde a bandeira das Nações Unidas foi substituída pela de Israel, ação fortemente condenada pelo secretário-geral, que reiterou a inviolabilidade das instalações da ONU.

No fim da sua intervenção, Alakbarov apelou à plena implementação do cessar-fogo, ao respeito pelo direito internacional e à contenção máxima de todas as partes, afirmando que a consolidação do cessar-fogo é essencial para permitir a recuperação e a reconstrução, tanto em Gaza como nos territórios palestinos.

Fonte: ONU

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