Resumo
O Governo de Moçambique decidiu impor restrições temporárias à importação de água mineral engarrafada, massas alimentares, farinha de milho, cimento portland, sal e tijoleira, com o objetivo de preservar as reservas externas e promover a indústria nacional. Esta medida, aprovada na 42.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros em Maputo, visa poupar divisas, fortalecer a estabilidade económica e incentivar a produção interna. As restrições aplicam-se a produtos com capacidade de produção local ou potencial de substituição, como água mineral, massas, farinha de milho, cimento, sal e tijoleira. A medida surge devido à pressão sobre as reservas externas e à necessidade de gerir eficazmente as divisas, priorizando a importação de bens essenciais como combustíveis, medicamentos e equipamentos médicos. A quantidade máxima a importar e a data de entrada em vigor das limitações ainda não foram divulgadas.
<
p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Governo limita importações de água mineral engarrafada, massas, farinha de milho, cimento, sal e tijoleira, numa medida orientada para a preservação das reservas externas e estímulo à indústria doméstica.
O Governo decidiu avançar com restrições quantitativas temporárias à importação de vários produtos, incluindo água mineral engarrafada, massas alimentares, farinha de milho, cimento portland, sal e tijoleira, numa estratégia que visa poupar divisas, reforçar a estabilidade macroeconómica e estimular a produção nacional.
A decisão foi tomada na 42.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Maputo, que aprovou um decreto estabelecendo regras para a limitação das quantidades importadas de determinados bens . Segundo o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, trata-se de uma medida orientada para “salvaguardar a posição externa de Moçambique e assegurar a alocação prioritária de divisas à importação de bens e serviços essenciais”.
O Executivo esclareceu que as restrições incidem sobre produtos para os quais existe capacidade produtiva doméstica ou potencial de substituição por produção nacional, nomeadamente água mineral engarrafada, massas alimentares, farinha de milho, cimento portland, sal e tijoleira . O Governo não avançou, para já, as quantidades máximas a importar nem a data exacta de entrada em vigor das limitações.
Pressão Cambial E Gestão De Divisas
A medida surge num contexto de pressão sobre as reservas externas e de necessidade de racionalização do uso das divisas internacionais. Ao limitar a importação de bens considerados não essenciais, o Governo pretende libertar recursos cambiais para a aquisição de bens e serviços prioritários, incluindo combustíveis, medicamentos, equipamentos médicos e insumos produtivos.
De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, a decisão deverá contribuir para “assegurar o uso mais eficiente das divisas internacionais e proteger o interesse público no acesso a bens e serviços essenciais” .
Estímulo À Indústria Nacional E Substituição De Importações
Para além da dimensão cambial, o Executivo sublinha o objectivo de dinamizar a produção nacional e reforçar a base produtiva doméstica. A restrição às importações procura criar espaço de mercado para produtores locais, incentivando o aumento da produção e do consumo de bens nacionais, em linha com a estratégia de substituição competitiva de importações.
O Governo considera que esta abordagem poderá fortalecer a indústria emergente moçambicana, promover o emprego e reduzir a dependência externa em segmentos onde já existe capacidade instalada ou potencial de crescimento .
Enquadramento Legal E Compromissos Internacionais
O Executivo fez questão de sublinhar que as restrições são temporárias e compatíveis com os compromissos multilaterais assumidos por Moçambique. Segundo Inocêncio Impissa, a política adoptada respeita os princípios da proporcionalidade, temporalidade e não discriminação previstos nas regras internacionais do comércio .
Este enquadramento visa reduzir riscos de contencioso comercial e assegurar previsibilidade aos operadores económicos, num contexto em que medidas de gestão do comércio externo têm sido usadas por vários países para responder a constrangimentos cambiais e choques externos.
Do ponto de vista económico, a decisão representa uma aposta clara na gestão activa da balança comercial e na protecção selectiva da produção nacional. O impacto final dependerá, contudo, da capacidade da indústria doméstica em responder à procura interna em termos de quantidade, qualidade e preços, bem como da clareza e previsibilidade na implementação das restrições.
A medida pode ser percebida como algo inserido numa tendência mais ampla de políticas de contenção das importações não essenciais, num esforço para preservar a estabilidade macroeconómica e reforçar a resiliência da economia moçambicana face a choques externos.
Fonte: O Económico






