A Costa do Marfim venceu, esta terça-feira, o Burkina Faso por 3–0, no último jogo das oitavas de final da Taça Africana de Nações, disputado em Marraquexe.
Desde o apito inicial, ficou claro que a selecção marfinense entrou mais organizada e com maior clareza de ideias, assumindo a posse de bola e empurrando o Burkina Faso para zonas defensivas. Na primeira parte, os Elefantes controlaram o ritmo da partida e circularam a bola com qualidade no meio-campo, impondo o seu jogo desde os primeiros minutos.
A superioridade foi materializada aos 20 minutos, quando Amad Diallo recebeu a bola, ultrapassou os adversários e abriu o marcador com um remate colocado. Pouco depois, aos 32’, Diallo voltou a ser decisivo ao conduzir a jogada e assistir Yan Diomandé, que finalizou com precisão, ampliando a vantagem para 2–0.
Por sua vez, o Burkina Faso tentou responder através de transições rápidas e de um jogo mais físico, mas encontrou muitas dificuldades para ultrapassar a linha defensiva adversária, bem posicionada e segura nas disputas individuais.
No regresso dos balneários, a selecção burkinabe apresentou uma postura mais ousada, subindo linhas e procurando pressionar mais alto, numa tentativa clara de reentrar na partida. Contudo, essa abordagem acabou por abrir espaços que a Costa do Marfim soube explorar com inteligência e maturidade.
As substituições efectuadas pelas duas selecções tiveram impactos distintos. Enquanto o Burkina Faso procurou refrescar o meio-campo e o ataque, sem grandes efeitos práticos, a Costa do Marfim demonstrou a riqueza do seu elenco, lançando jogadores que trouxeram energia e critério, consolidando o controlo do jogo. Nesse contexto, aos 87’, Bazoumana Touré fechou a contagem com um golo que confirmou o domínio absoluto dos marfinenses.
Do lado burkinabe, Hervé Koffi, Issoufou Dayo, Arsène Kouassi, Dango Ouattara e Adamo Nagalo destacaram-se pela resiliência defensiva, pela tentativa de manter o jogo competitivo e pela criação dos raros momentos de perigo no ataque.
Feito o balanço da partida, foi uma vitória justa da Costa do Marfim, construída com superioridade táctica, melhor leitura do jogo e eficácia nos momentos decisivos. Já o Burkina Faso sai da competição com a sensação de que lutou, mas pagou caro pela falta de contundência ofensiva e pela dificuldade em reagir quando se viu em desvantagem no marcador.






