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Governo admite não ter soluções para pagar o 13.º salário à Função Pública

Resumo

O Governo admitiu publicamente a falta de soluções concretas para pagar o 13.º salário aos funcionários públicos e pensionistas, devido à pressão financeira. A decisão depende do fecho das contas do Estado e da disponibilidade financeira. Nos últimos anos, o pagamento do subsídio tem sido condicionado pela situação económica, levando a soluções parciais. A incerteza em torno do 13.º salário gera tensão social, especialmente com o aumento do custo de vida. Sindicatos e associações mostram preocupação com a falta de clareza do Governo, alertando para instabilidade laboral em setores como saúde e educação. A ausência de uma solução definitiva não só afeta financeiramente as famílias, mas também demonstra fragilidade na gestão das expectativas dos funcionários públicos.

Por: Alfredo Júnior

O Governo reconheceu publicamente que não dispõe, neste momento, de soluções concretas para assegurar o pagamento do 13.º salário aos funcionários públicos e pensionistas, numa altura em que as finanças do Estado continuam sob forte pressão.

A admissão foi feita no contexto de declarações oficiais do Executivo, que condiciona qualquer decisão ao fecho das contas do Estado e à real disponibilidade financeira. Segundo o Governo, apenas após a consolidação da arrecadação de receitas e da execução da despesa será possível avaliar se existem condições para honrar o pagamento do subsídio.

Esta posição não é nova. Nos últimos anos, o 13.º salário tem sido tratado como uma medida dependente da capacidade orçamental, tendo o Estado recorrido a soluções parciais, como pagamentos fraccionados ou diferenciados entre funcionários activos e pensionistas. Embora o direito esteja previsto no quadro legal da Função Pública, a sua materialização tem sido reiteradamente condicionada pela situação macroeconómica.

O Executivo justifica as dificuldades com a redução da margem fiscal, o aumento das despesas obrigatórias e os impactos acumulados de choques económicos, incluindo limitações na cobrança de impostos e encargos com a dívida pública. Ainda assim, reconhece que a incerteza em torno do 13.º salário gera tensão social, sobretudo num contexto de aumento do custo de vida.

Do lado dos trabalhadores, sindicatos e associações de classe manifestam preocupação com a ausência de um posicionamento claro e definitivo. Para estas estruturas, a indefinição prolongada representa não apenas um problema financeiro para milhares de famílias, mas também um sinal de fragilidade na gestão das expectativas dos funcionários do Estado.

Alguns sectores essenciais, como saúde e educação, já alertaram para o risco de instabilidade laboral, caso o Governo não apresente uma solução concreta ou um calendário credível. A ameaça de paralisações volta, assim, a pairar sobre serviços fundamentais para a população.

Até ao momento, o Governo limita-se a afirmar que estão em curso avaliações internas de cenários possíveis, incluindo a hipótese de pagamentos parciais ou escalonados, sem avançar prazos nem valores. Para os funcionários públicos, a incerteza mantém-se, reforçando a percepção de que o 13.º salário deixou de ser um instrumento previsível de política remuneratória e passou a depender, ano após ano, da conjuntura financeira do Estado.

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