Por: Alfredo Júnior
A China anunciou novos avanços no desenvolvimento do chamado “sol artificial”, uma tecnologia experimental baseada na fusão nuclear que pode, no futuro, contribuir para a produção de energia limpa e sustentável. O projecto é conduzido pelo Instituto de Física do Plasma da Academia Chinesa de Ciências, através do reactor experimental EAST.
O equipamento procura reproduzir, em laboratório, as reacções que ocorrem no interior do Sol, utilizando campos magnéticos para confinar plasma a temperaturas extremamente elevadas. Em testes recentes, os cientistas conseguiram manter o plasma estável por mais de mil segundos, um marco relevante na investigação sobre fusão nuclear.
A fusão é vista como uma alternativa promissora às fontes tradicionais de energia, por não emitir dióxido de carbono e por utilizar matérias primas abundantes, como o hidrogénio. No entanto, especialistas sublinham que a tecnologia ainda se encontra numa fase experimental e que a produção comercial de energia continua distante, exigindo mais investigação e investimentos de longo prazo.
O avanço chinês insere se num esforço global que envolve também projectos internacionais, como o ITER, na Europa, do qual a China é parceira. Apesar de ainda não representar uma solução imediata para a crise energética mundial, o desenvolvimento do “sol artificial” reforça o papel da ciência e da inovação na construção de alternativas energéticas para o futuro.






