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Tuesday, January 20, 2026
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Gaza: Governo Abre 36 Centros de Acomodação Para Acolher Vítimas das Cheias

Por: Alfredo Júnior

A província de Gaza volta a enfrentar, mais uma vez, o peso de um fenómeno que se repete ciclicamente e expõe fragilidades estruturais antigas. As cheias provocadas pela subida do caudal dos principais rios da região, com destaque para o Limpopo, forçaram o Governo a abrir 36 centros de acomodação temporária para acolher milhares de famílias que perderam casas, bens e meios de subsistência.

A medida, anunciada pelas autoridades provinciais, surge como resposta imediata a uma crise humanitária em rápida expansão, marcada pela inundação de zonas habitacionais, campos agrícolas e vias de acesso. Distritos como Xai-Xai, Chókwè, Guijá e Chibuto figuram entre os mais afectados, com comunidades inteiras obrigadas a abandonar as suas residências em busca de locais seguros.

Os centros de acomodação funcionam, neste momento, como espaços de refúgio, mas também como retrato da vulnerabilidade social de milhares de cidadãos que vivem em zonas historicamente expostas a riscos climáticos. Para além do abrigo, as necessidades são múltiplas: alimentação, água potável, assistência médica, saneamento e protecção, sobretudo para crianças, idosos e mulheres.

A situação reacende o debate sobre a gestão do território e a prevenção de desastres naturais. Embora as cheias sejam fenómenos recorrentes, a sua dimensão e impacto continuam a revelar limitações na planificação urbana, na protecção das bacias hidrográficas e na implementação de políticas de reassentamento duradouro para populações que, ano após ano, são obrigadas a recomeçar do zero.

Neste contexto, a resposta do Estado, através da abertura dos centros e das operações de evacuação, assume um papel central na mitigação do sofrimento imediato. Contudo, a crise coloca novamente na agenda pública a necessidade de soluções estruturais, que vão além da emergência e que integrem prevenção, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento resiliente.

As cheias em Gaza não são apenas um episódio climático; são também um espelho das desigualdades territoriais e da urgência de políticas públicas que articulem protecção social, ordenamento do território e segurança ambiental, para que o socorro de hoje não seja apenas a antecâmara da tragédia de amanhã.

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