Por: Gentil Abel
Desde o início das cheias no país, estima-se que Moçambique tenha recebido um pouco mais de 637 milhões de meticais em assistência humanitária direta de parceiros internacionais para apoiar as vítimas nas últimas semanas de janeiro. Desta feita, a maior parte da ajuda veio das Nações Unidas, que disponibilizaram 319,5 milhões de meticais através do fundo CERF para áreas críticas como saúde, abrigo e alimentação. Outros contributos importantes incluem Timor-Leste, com 127,8 milhões de meticais, Noruega com 108,7 milhões de meticais, Estados Unidos com 63,9 milhões de meticais, e Portugal enviou 19,2 milhões de meticais em bens essenciais.
No entanto, além do apoio imediato, o Banco Mundial aprovou 450 milhões de dólares, cerca de 28,7 mil milhões de meticais, destinados à reconstrução e à resiliência a médio prazo. Estima-se que este montante será aplicado para fortalecer a infraestrutura, a habitação e os sistemas de alerta precoce, preparando o país para enfrentar futuras cheias.
Neste contexto, doações internas, como os 2,7 milhões de meticais da Assembleia da República e quase 1 milhão de meticais do Corpo Diplomático Africano, reforçam a resposta nacional e demonstram a união do país perante a emergência.
Assim sendo, espera-se que, após a situação se acalmar, o Estado moçambicano publique um relatório oficial detalhando a aplicação de cada valor recebido, de modo a reforçar a confiança da população e dos doadores na gestão dos recursos e permitindo uma análise transparente do impacto da ajuda internacional.





