Por Alfredo Júnior
A Direção Executiva da Federação Moçambicana de Futebol esteve reunida nesta quarta-feira, 28 de Janeiro, ao longo de quatro horas consecutivas, com o objetivo de analisar o desempenho da Seleção Nacional de Futebol, Mambas, no CAN 2025, que decorreu no Marrocos. Nesta reunião, os membros do Executivo da Federação fizeram a análise da cessação do contrato com o selecionador nacional, Chiquinho Conde, por caducidade.
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Conde foi convidado para reunião, porém primou pela ausência tendo a FMF usado meios alternativos (através do envio de email para o habitual endereço do treinador) para o informar e recordar da caducidade do seu contrato, segundo revelou o Vice-Presidente da FMF para área de Estudos, Projectos, Marketing e Relações Públicas, Gervásio de Jesus.
“Este era um dos pontos essenciais, visava proceder-se a análise, um balanço, daquilo que foi, portanto, o desempenho da Seleção Nacional durante a competição e outros aspectos bastante importantes que têm a ver com as infraestruturas e também a preparação da participação das nossas seleções nas competições ao nível da COSAFA. O que a Direção Executiva fez foi somente informar ao selecionador nacional sobre a caducidade do contrato de trabalho. Ele foi comunicado sobre essa matéria e agora aguarda-se pelos passos subsequentes.
NOVO PERFIL PARA O SELECCIONADOR
O Vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol referiu que a FMF vai fazer um processo de reflexão daquilo que poderá ser o futuro deste cargo que é de Selecionador Nacional, sublinhando que a porta está aberta para Chiquinho Conde.
“A partir deste momento, Chiquinho é um técnico livre e a Federação Moçambicana também está livre de tomar alguma posição em relação a este processo que não está, neste momento, pressionado a Federação. Vai-se fazer uma reflexão e é o que vai acontecer nos próximos tempos, olhando para aquilo que são as necessidades prementes de um conjunto estratégico que a própria Direção Executiva se propõe a levar a cabo”, explicou o nosso interlocutor.
FMF NÃO SE SENTE PRESSIONADA
De Jesus frisou que a FMF não está pressionada a indicar um novo selecionador para os próximos dias, tendo em conta que no mês de Março o Combinado Nacional não tem nenhum compromisso oficial.
“Estamos conscientes da necessidade de se decidir em torno daquilo que vai acontecer, olhando justamente para o perfil real do selecionador que se pretende para a Selecção Nacional. Provavelmente, digo eu, o Chiquinho esteja enquadrado nisto, mas não há nenhuma decisão tomada pela Direcção quanto a este lugar. A Federação tem o tempo suficiente, até porque neste momento não há competições oficiais que possam vir a realizar nos próximos dois, três meses. É por isso que digo que a Federação não está pressionada neste momento para tomar decisões precipitadas. Sabia-se perfeitamente que o contrato dele estava no fim e de forma tão cortês foi comunicado. Agora, o que é que vai acontecer depois depende fundamentalmente da evolução do próprio cenário. É provável que a Federação venha a tomar uma decisão de continuar. Pode também não continuar. Depende daquilo que se colocar à mesa olhando justamente os projetos que a Federação tem e que pretende levar a cabo nos próximos tempos”, referiu o Vice-presidente da FMF.
Chiquinho Conde esteve à frente da Selecção Nacional de Futebol durante 4 anos, tendo o seu consulado iniciado em Outubro de 2021, tendo renovado o seu contrato em Agosto de 2024. Sob seu comando, os Mambas participaram em dois Campeonatos Africanos, nomeadamente o CAN-2023 na Costa do Marfim, e CAN-2025 no Marrocos, sendo que foi neste último em que o combinado nacional chegou à sua primeira vitória na competição. (LANCEMZ)
Fonte: Lance






