Este denúncia foi feita segunda-feira pelo presidente do MDM, Lutero Simango, depois de visitar um centro de acomodação de famílias afectadas pelas inundações urbanas em Nkobe, município da Matola, em Maputo, onde ofereceu produtos alimentares de primeira necessidade para assistência das vítimas.
Na ocasião, Simango disse que a partidarização da ajuda humanitária às vítimas das inundações representa um atentado à unidade nacional e não vai ao encontro do diálogo político em curso.
“A pergunta é esta: será que no país temos duas lideranças políticas? Será que no país a Zona Sul é mais inclusiva do que a Zona Centro? O que há?”, questionou, alertando que a situação pode comprometer o ambiente político, numa altura em que decorre o processo de diálogo inclusivo.
Precisou que esta atitude mina não só a unidade nacional, como também a confiança política que se pretende construir no país e a confiança que está a ser edificada entre os moçambicanos.
Por isso, disse esperar que o Presidente da República, Daniel Chapo, apure responsabilidades e tome medidas relativamente aos alegados responsáveis, defendendo que situações do género não devem repetir-se.
“Espero que o Presidente da República, Daniel Chapo, no seu alto critério, reflectisse e tomasse a decisão de suspender aqueles indivíduos que negaram o cumprimento da acção do MDM no distrito do Búzi, porque se ele fechar os olhos significará que é uma estratégia da governação de fazer de conta que há um processo inclusivo no país”, frisou.
Para além de minar a inclusão, Lutero Simango afirma que a situação que aconteceu no distrito do Búzi também coloca em causa os objectivos que se pretende alcançar no Diálogo Nacional Inclusivo.
Explicou que em Búzi, chegados à Escola Básica de Guara-Guara para deixar o seu apoio, os deputados do MDM não foram recebidos por nenhum membro dos gestores do centro de acolhimento, mesmo depois da informação de que iriam lá entregar produtos alimentícios e foram obrigados a regressar com o seu apoio.
O político justifica que o que se pretende é criar um ambiente de reencontro da família moçambicana, afirmando que não pode haver forças contrárias a este objectivo e visão que se pretende no país.
Sobre os impactos das mudanças ambientais, Simango entende haver fragilidades na edificação de infra-estruturas resilientes e adaptadas às mudanças do clima para resistirem a este tipo de intempéries.
Refira-se que o país continua a ser fustigado por chuvas e cheias em vários distritos, com o Sul e o Centro a serem as zonas mais afectadas e com muitas pessoas sitiadas, algumas em centros de acolhimento que precisam de apoios de todos os lados.
Fonte: Jornal Noticias




