Cerimónia dirigida pelo Presidente da República em Afungi assinala a retoma do maior investimento privado da história do país e reacende expectativas de crescimento económico, emprego e reforço do conteúdo local.
O Presidente da República dirige esta quinta-feira, e29/01, m Afungi, no Distrito de Palma, Província de Cabo Delgado, a cerimónia oficial de relançamento do Projecto Mozambique LNG, liderado pela multinacional francesa TotalEnergies, marcando a retoma de um dos maiores investimentos estratégicos da história económica de Moçambique, após cerca de cinco anos de paralisação.
De acordo com um comunicado da Presidência da República, o relançamento do projecto representa um marco de elevada relevância para a economia nacional, sinalizando a renovada confiança dos parceiros internacionais no potencial energético, institucional e humano de Moçambique. A cerimónia conta igualmente com a presença do Presidente Executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné.
O Chefe do Estado sublinhou que a retoma do Mozambique LNG terá um impacto directo e significativo na criação de emprego, tanto durante a fase de construção como na fase de operação, dinamizando o mercado de trabalho nacional e promovendo a capacitação da mão-de-obra moçambicana.
Para além do impacto laboral, o Governo destaca o papel estruturante do projecto na dinamização do tecido empresarial nacional, com especial enfoque nas micro, pequenas e médias empresas. Segundo o Presidente da República, o reinício do projecto abre novas oportunidades de negócio, reforça o conteúdo local e promove a inclusão económica através do desenvolvimento de cadeias de valor nacionais.
Um dos pilares centrais do Mozambique LNG, segundo o Executivo, reside no benefício directo para as comunidades locais, tanto em terra firme como nas ilhas, assegurando a sua integração efectiva na cadeia de fornecimento de bens e serviços produzidos localmente. Esta abordagem deverá traduzir-se no aumento do rendimento, na criação de actividades económicas sustentáveis e no reforço das economias locais.
Do ponto de vista macroeconómico e estratégico, o Governo considera que o projecto irá impulsionar de forma decisiva o Investimento Directo Estrangeiro, reforçando a estabilidade económica e criando bases sólidas para um crescimento sustentável. Em paralelo, consolida o posicionamento de Moçambique como um hub energético regional e como actor credível no mercado global de Gás Natural Liquefeito, com impacto na segurança energética mundial.
Em comunicado próprio, a Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) saudou a retoma do projecto com optimismo e esperança, considerando-o um sinal claro de confiança nas instituições nacionais e no potencial económico do país. A associação sublinha que este momento deve ser encarado como uma oportunidade estratégica para consolidar o conteúdo local e promover a integração efectiva das empresas moçambicanas nas cadeias de fornecimento do projecto.
A ACLM defende que o sucesso do Mozambique LNG estará directamente ligado à sua capacidade de gerar valor partilhado, apelando à manutenção de uma postura de diálogo construtivo, cooperação e abertura por parte da TotalEnergies e dos seus parceiros, de modo a criar mecanismos progressivos, inclusivos e realistas para a participação competitiva das empresas nacionais, incluindo a transferência de conhecimento.
Fonte: O Económico






