27.1 C
New York
Monday, February 9, 2026
InícioEconomiaCheias Já Fizeram 27 Mortos Em Janeiro E Afetaram Mais De 724...

Cheias Já Fizeram 27 Mortos Em Janeiro E Afetaram Mais De 724 Mil Pessoas

Resumo

Autoridades alertam para novo ciclo de chuvas intensas entre Fevereiro e Abril em Moçambique, após as cheias de Janeiro terem causado 27 mortos e afetado mais de 724 mil pessoas. A crise humanitária já contabiliza 201 óbitos desde Outubro, com milhares de casas destruídas e pessoas deslocadas. O impacto económico é significativo, com áreas agrícolas e infraestruturas danificadas. Preocupações com um novo período de chuvas intensas entre Fevereiro e Abril levam as autoridades a manterem a vigilância, devido ao risco de novas cheias e instabilidade de solos. Medidas de monitorização e sensibilização estão em curso para lidar com a situação. A Estrada Nacional Número Um (EN1) foi reaberta, mas permanece sob vigilância devido às condições climáticas.

Autoridades alertam para novo ciclo de chuvas intensas entre Fevereiro e Abril, mantendo o país em elevado risco hidrológico e humanitário.

As cheias que atingiram Moçambique no mês de Janeiro provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram 724.131 pessoas, correspondentes a 170.877 famílias, segundo dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). O balanço confirma o agravamento do impacto humano e económico da época chuvosa 2025/2026, que já contabiliza, desde Outubro, um total acumulado de 201 óbitos em todo o território nacional.

Uma crise humana que permanece activa
De acordo com o INGD, desde 07 de Janeiro registaram-se ainda 147 feridos e nove desaparecidos, além da destruição parcial de 3.556 casas, 428 habitações totalmente destruídas e 166.895 residências inundadas. Face à dimensão da crise, o Governo decretou, a 16 de Janeiro, o alerta vermelho nacional, reconhecendo o carácter transversal da emergência.

Encontram-se actualmente activos 59 centros de acomodação, que acolhem cerca de 69.636 pessoas deslocadas, reflectindo a pressão contínua sobre os serviços de assistência social, saúde e logística humanitária.

Impacto económico e produtivo de larga escala
O impacto das cheias estende-se de forma significativa à base produtiva do país. Estima-se que 440.892 hectares de área agrícola tenham sido afectados, dos quais 275.405 hectares considerados perdidos, comprometendo a actividade de 314.783 agricultores. No sector pecuário, registou-se a morte de 412.446 cabeças de gado, incluindo bovinos, caprinos e aves, com implicações directas na segurança alimentar e no rendimento rural.

No plano das infra-estruturas, foram afectadas 227 unidades sanitárias, 299 escolas, 14 pontes e cerca de 3.783 quilómetros de estradas, expondo fragilidades estruturais num contexto de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos.

Novo espectro de chuvas mantém risco elevado até Abril
Para além dos danos já registados, as autoridades nacionais acompanham com preocupação um novo espectro de chuvas intensas previsto para o período entre Fevereiro e Abril, associado à persistência de sistemas meteorológicos activos na região. De acordo com informações técnicas partilhadas pelos serviços meteorológicos e de gestão de risco, este período poderá ser marcado por precipitação acima da média em várias bacias hidrográficas, com potencial para novas cheias, transbordo de rios e instabilidade de solos.

Neste contexto, o INGD e outras entidades do Estado mantêm em curso acções de monitorização hidrometeorológica reforçada, pré-posicionamento de meios de resposta rápida e campanhas de sensibilização comunitária, sobretudo nas zonas historicamente mais vulneráveis. As autoridades alertam que, apesar de alguma melhoria pontual das condições, o risco permanece elevado e exige vigilância contínua.

EN1 reaberta, mas sob vigilância permanente
Entretanto, a circulação na Estrada Nacional Número Um (EN1) foi restabelecida no troço da cidade de Xai-Xai, província de Gaza, após a intervenção numa cratera provocada por infra-escavação na baixa do rio Nguluzane. A reabertura permitiu restabelecer a ligação rodoviária entre o Sul e o Norte do país, embora de forma condicionada.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) sublinha que a via continuará sob monitoria permanente, alertando para o risco de novas ocorrências devido à fragilidade dos solos, agravada pela circulação de água e pelo tráfego de viaturas pesadas. “Algumas zonas aparentavam estabilidade, mas podem ter os solos fragilizados e voltar a ceder”, advertiu o delegado da ANE em Gaza, Jeremias Mazoio.

<

p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Ajuda internacional e o desafio da resiliência
A resposta à crise conta com apoio de diversos parceiros internacionais, incluindo a União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Noruega, Japão, China e outros países. Contudo, analistas sublinham que a sucessão de eventos extremos reforça a urgência de investimento estrutural em resiliência climática, ordenamento do território e infra-estruturas adaptadas, sob pena de o país continuar exposto a choques humanitários e económicos de grande escala.

Fonte: O Económico

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Daniel Chapo considera qualificação ao CAN de Futsal como reflexo do...

0
A qualificação de Moçambique para o Campeonato Africano de Futsal - Marrocos 2026, fez eco na zona da avenida Julius Nyerere, concretamente no Gabinete...
- Advertisment -spot_img