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Monday, February 9, 2026
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Bélgica, França, Portugal e Suécia doam 93 toneladas de produtos às vítimas das cheias 

Resumo

Quatro países da União Europeia - Bélgica, França, Portugal e Suécia - doaram 93 toneladas de produtos às vítimas das inundações em Moçambique, como parte do apoio humanitário internacional. Desde o início da época chuvosa, a UE já disponibilizou 270 milhões de meticais para a reconstrução pós-cheias, priorizando a resposta imediata e a recuperação das áreas afetadas. Os bens doados incluem tendas, mantas, produtos de higiene, material de saúde e alimentação essencial. Os representantes dos países doadores destacaram a importância da assistência humanitária e da cooperação com organizações multilaterais no terreno, reafirmando o compromisso de apoiar Moçambique, especialmente as regiões mais vulneráveis. Este apoio demonstra a solidariedade internacional e a resposta às necessidades identificadas pelas autoridades moçambicanas.

Quatro países da União Europeia doaram, nesta segunda-feira, 93 toneladas de produtos diversos às vítimas das inundações no país. Desde que iniciou a época chuvosa, o bloco europeu já disponibilizou 270 milhões de meticais em financiamento humanitário, com maior foco na reconstrução pós-cheias. 

O apoio humanitário internacional às vítimas das inundações que assolam Moçambique continua a chegar ao país, numa demonstração clara de solidariedade e cooperação internacional. 

A iniciativa envolve contribuições directas da Bélgica, França, Portugal e Suécia, países que, em coordenação com a União Europeia e as autoridades moçambicanas, reforçam a resposta à emergência humanitária e lançam as bases para a fase de reconstrução pós-cheias. Paralelamente, a União Europeia já disponibilizou cerca de 270 milhões de meticais em financiamento humanitário, desde o início da época chuvosa, com especial enfoque na resposta imediata e na recuperação das áreas afectadas.

O apoio contempla bens essenciais, incluindo tendas, mantas, produtos de higiene, material de saúde, alimentação e outros artigos considerados prioritários para garantir condições mínimas de sobrevivência às populações deslocadas ou directamente atingidas pelas inundações. Do total entregue, a Bélgica disponibilizou 10 toneladas de produtos, a França contribuiu com cerca de 10 toneladas de material de emergência, Portugal enviou 21 toneladas de bens humanitários, enquanto a Suécia forneceu tendas e mantas suficientes para apoiar cerca de 1.400 pessoas.

Falando durante a cerimónia de entrega do apoio, o Embaixador da Suécia, Andrés Jato, reafirmou o compromisso do seu país com a assistência humanitária em Moçambique, com destaque para as regiões mais vulneráveis do norte do país. “O apoio prestado pelo Fundo de Assistência Humanitária continua na Suécia, principalmente no norte de Moçambique, para apoiar intervenções que salvam vidas”, afirmou.

A Chefe de Missão da Bélgica, Delphine Perremans, explicou que os bens doados serão distribuídos às populações afectadas através de parceiros multilaterais com presença efectiva no terreno.“Esses bens serão distribuídos às populações afetadas por meio de nossos parceiros multilaterais de confiança, nomeadamente a OIM e o UNICEF, cuja atuação no terreno é essencial”, referiu.

Na mesma ocasião, Delphine Perremans destacou ainda o envolvimento contínuo da França no apoio humanitário a Moçambique, sublinhando que a ajuda agora entregue se soma a esforços anteriores. 

O Embaixador da França, Yann Pradeau, classificou a ajuda como um gesto concreto de solidariedade internacional, alinhado com as necessidades identificadas pelas autoridades moçambicanas.“Este carregamento reforça o compromisso contínuo da França com Moçambique, demonstrado anteriormente pelo apoio entregue, na semana passada pelo navio da Marinha Francesa Champlain, baseado na ilha da Reunião.Este é um apoio abrangente que procura responder às necessidades identificadas por Moçambique e que demonstra, como já referi, o verdadeiro valor da solidariedade”, afirmou.

Por seu turno, Portugal, além da doação de bens materiais, canalizou apoio por meio de organizações humanitárias, nomeadamente a Aga Khan Moçambique e a Cruz Vermelha, complementando a assistência com contribuições financeiras e apoio militar. O Embaixador de Portugal, Jorge Monteiro, sublinhou que, apesar de o seu país enfrentar actualmente uma situação semelhante, continua solidário com Moçambique. “Como é sabido, Portugal enfrenta atualmente uma situação muito semelhante à de Moçambique. Parte do país sofre os efeitos devastadores das cheias e das chuvas dos últimos dias, mas continuamos presentes quando um país irmão, como é o caso de Moçambique, precisa de apoio”, declarou.

A União Europeia reiterou que a sua intervenção vai além da fase de resposta imediata à emergência. O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, explicou que o apoio inclui não apenas bens materiais, mas também assistência técnica especializada para a gestão da crise. “O material necessário para higiene, saúde, alimentação e tudo o que foi considerado essencial, bem como especialistas para a gestão da crise. Claramente, a primeira fase é a resposta à emergência, mas já temos de pensar na reconstrução e os contactos já estão em curso”, disse, agradecendo o envolvimento de todos os parceiros.

O Governo de Moçambique e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) agradeceram publicamente a solidariedade internacional, num momento em que o país continua sob alerta devido à persistência das chuvas intensas. A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria Manso, destacou que o Executivo já se prepara para enfrentar a fase mais complexa do processo. “Ouvimos atentamente que a fase complexa está chegando e estamos nos mobilizando para acompanhar o trabalho que será realizado nesta fase de reconstrução. Esses recursos servirão para aliviar o sofrimento da população afetada”, afirmou.

A Representante do INGD, Nelma Araújo, explicou que, paralelamente à assistência humanitária, decorre uma avaliação contínua das zonas afectadas, com vista ao regresso progressivo das famílias às suas áreas de origem.“A fase de resposta também é seguida pela fase de reconstrução. Estamos verificando o cenário em que algumas famílias já estão retornando às suas áreas de origem, áreas previamente identificadas que já atendem às condições para seu retorno”, disse.

Segundo dados oficiais, as inundações já afectaram mais de 724 mil pessoas em todo o país, provocaram 23 mortes e causaram danos materiais avultados, incluindo destruição de habitações, infra-estruturas públicas, campos agrícolas e vias de acesso.

As autoridades alertam que, com a continuidade da época chuvosa, o risco de novas cheias permanece elevado, exigindo vigilância constante e coordenação entre o Governo, parceiros internacionais e organizações humanitárias.

Fonte: O País

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