27.1 C
New York
Tuesday, February 10, 2026
InícioNacionalSociedadeAtrasos nos desembolsos leva municípios a não pagarem salários em Nampula

Atrasos nos desembolsos leva municípios a não pagarem salários em Nampula

Resumo

Municípios em Moçambique enfrentam dificuldades financeiras para pagar salários dos funcionários, com alguns a dever até seis meses de vencimentos. O Município da Ilha de Moçambique tem despesas mensais superiores à receita, resultando em atrasos nos pagamentos. Nacala e Angoche também enfrentam atrasos salariais, apesar do aumento da receita no ano passado. Apenas Nampula não acumulou dívidas salariais nos últimos dois anos, mas ainda depende de fundos do Governo central. O secretário-Geral da Frelimo reconheceu a situação insustentável dos municípios e instou os edis a encontrarem soluções para reverter este cenário.

Os municípios continuam a não conseguir produzir receitas nem mesmo para o pagamento de salários dos seus funcionários. Em Nampula, há municípios que chegaram a dever seis meses de salários aos seus funcionários.

O Município da Ilha de Moçambique tem uma despesa mensal de mais de dois milhões e quinhentos mil meticais só com o pagamento de salários a cada mês, mas a sua receita mensal não chega a esse valor e em função disso, chegou a ficar meio ano sem conseguir pagar salários.  

“Ficamos seis meses e não conseguimos pagar nos últimos seis meses, mas, felizmente, conseguimos agora em Dezembro fechar os seis meses. Digamos que conseguimos fechar o exercício económico do ano passado”, disse o Edil da Ilha de Moçambique, Momade Ali, admitindo que o município tem uma dívida em relação ao mês de Janeiro.  

Nacala também teve meses sem salário devido ao mesmo problema. Apesar do aumento da receita, ano passado, em cerca de 50 milhões de meticais, o facto é que o fardo com o pagamento de salários continua muito pesado.

Angoche está até ao momento com cinco meses de salários em atraso. Nampula é o único Município que nos últimos dois anos não teve dívidas com salários, mas mesmo assim, o edil Luís Giquira reconhece que a edilidade ainda depende muito de fundos do Governo central.

No encerramento da reunião de balanço intermédio de governação municipal, o secretário-Geral da Frelimo reconheceu a insustentabilidade dos municípios, mas disse que os edis devem encontrar soluções para reverter o cenário.

Fonte: O País

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

media:entermedia_image:8736f1d3-fe4e-4f33-a9f8-6ab430b5fff2

Seis anos após Covid-19, OMS avalia preparação para pandemias

0
Há seis anos, a OMS declarou a Covid-19 como uma emergência de saúde pública global, com impactos duradouros. Após a pandemia, a OMS destaca avanços na...
- Advertisment -spot_img