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Wednesday, February 11, 2026
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Reino Unido doa material de resgate e salvamento ao INGD

Foi doado ao Instituto Nacional de Gestão de Desastres todo o material de resgate e salvamento britânico usado na assistência às vítimas das cheias de Janeiro, em Maputo e Gaza. A transferência do equipamento teve lugar nesta terça-feira, no Aeroporto Internacional de Maputo.

Trata-se de quatro embarcações insufláveis, com capacidade de transportar 64 pessoas, numa única viagem, e outros materiais de resgate e salvamento.

A doação foi recebida pela presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Luísa Meque, que assegura a utilidade do material na assistência a mais de um milhão de pessoas em risco de serem afectadas pelo ciclone Gezani.

“Como todos sabem, estamos agora também a trabalhar para que, de facto, haja redução de perda de vidas humanas pelo ciclone que vai assolar o nosso país dentro de dias. Estamos numa fase de sensibilização das famílias para que possam, de facto, reforçar os tectos das casas, janelas, portas. Então, parte deste equipamento irá ajudar-nos a posicionar-nos naqueles locais onde nós consideramos que possa, de facto, haver inundações”, disse Luísa Meque.

A presidente do INGD acrescentou que as embarcações irão aumentar o número da frota já existente a nível da instituição.

Além deste equipamento doado, a alta-comissária britânica em Moçambique, Helen Lewis, garante mais apoio às vítimas das inundações nos centros de acolhimento.

“Estamos também a apoiar a ONU e a OIM para chegar às pessoas mais vulneráveis, particularmente nos centros de acolhimento. Vamos chegar a ter mais ou menos 40 mil pessoas com mais apoio e particularmente para prevenir doenças hídricas. Estamos também a começar a apoiar as comunidades no terreno para recuperar com sementes para que elas garantam o seu próprio sustento”, sustentou Helen Lewis.

O advogado Rodrigo Rocha, nadador-salvador há 30 anos e voluntário há seis anos, explica a importância e utilidade que o equipamento, agora sob gestão do INGD, poderá ter no resgate e salvamento de vítimas do ciclone “Gezani”.

“Estas embarcações transportam cerca de 20 pessoas em carga máxima e com alguma bagagem, assim como as outras mais pequenas transportam até 12 pessoas com menos bagagem. Mas a grande vantagem é que são furtivas, ou seja, rapidamente chegam a locais onde estas embarcações grandes têm alguma dificuldade de chegar. Junto com este equipamento das embarcações vêm os seus motores, como é óbvio, quer de 40 cavalos, quer de 30 cavalos, motores a 4 tempo, que funcionam de uma maneira bastante eficiente nas nossas águas, já foram testados”, explicou Rocha.

Em relação à conservação do material doado, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres assegurou que o equipamento estará na base militar de Boane, na Província de Maputo.

Fonte: O País

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