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Índice de Percepção da Corrupção 2025 coloca Moçambique como o pior  dos PALOP

Resumo

Moçambique é o país pior classificado entre os PALOP no Índice de Percepção da Corrupção 2025 da Transparência Internacional, refletindo uma tendência global de deterioração da governação pública. O relatório destaca a diminuição de países com pontuação superior a 80 pontos, considerado indicador de boa governação. Cabo Verde lidera entre os PALOP com 62 pontos, seguido por São Tomé e Príncipe e Angola. Angola registou melhorias, mas a população ainda considera insuficientes os esforços anticorrupção. A Dinamarca mantém-se no topo do índice a nível mundial, seguida pela Finlândia e Singapura, embora a Transparência Internacional critique a falta de liderança global no combate à corrupção.

Moçambique surge como o país pior classificado entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) no Índice de Percepção da Corrupção (CPI) 2025, divulgado esta terça-feira pela organização Transparência Internacional.

O relatório, citado pela DW, revela que até democracias tradicionalmente associadas a elevados padrões de integridade, como os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Suécia, registam um recuo significativo no combate à corrupção, evidenciando uma tendência global de deterioração da governação pública.

Na sua 31.ª edição, o CPI avaliou mais de 180 países e territórios com base na percepção da corrupção no sector público. Um dos dados mais preocupantes é a redução acentuada do número de países com pontuação superior a 80 pontos, anteriormente considerado um patamar de boa governação, que passou de 12, há cerca de 10 anos, para apenas cinco em 2025.

Entre os PALOP, Cabo Verde destaca-se como o país melhor posicionado, com 62 pontos. Seguem-se São Tomé e Príncipe, com 43 pontos, e Angola, que obteve 32 pontos, situando-se na média da África Subsaariana. Guiné-Bissau e Moçambique ocupam as últimas posições, ambos com 21 pontos.

O relatório assinala progressos em países como Angola, que registou uma subida de 17 pontos desde 2015, fruto de reformas e iniciativas de combate à corrupção. No entanto, segundo a Transparência Internacional, uma parte significativa da população angolana considera que os esforços governamentais continuam a ser insuficientes, existindo ainda receios de represálias contra cidadãos que denunciam práticas corruptas.

A nível global, a Dinamarca mantém-se no topo do índice pelo oitavo ano consecutivo, com 89 pontos, seguida da Finlândia (88) e de Singapura (84). Apesar disso, a Transparência Internacional critica a falta de uma liderança firme no combate à corrupção à escala mundial.

Fonte: O País

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