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Thursday, February 12, 2026
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Governo admite autorizar retoma gradual da actividade mineira em Manica

Resumo

Empresas que cumpram exigências ambientais poderão receber aval nos próximos meses na província de Manica, em Moçambique, para retomar a atividade mineira, desde que demonstrem o cumprimento das medidas ambientais acordadas com o Governo. A suspensão de 22 empresas continua devido a incumprimentos graves, como poluição de rios e degradação ambiental. Seis empresas poderão ser autorizadas a retomar a atividade, após melhorias na recuperação ambiental e cumprimento das exigências legais. A Câmara de Minas defende uma regulação mais robusta e a formalização do setor mineiro, especialmente para operadores de pequena escala. A paralisação da atividade mineira em Manica levanta preocupações económicas, sendo necessário encontrar um equilíbrio entre a proteção ambiental, a legalidade das operações e a preservação económica, com fiscalização eficaz e governação rigorosa.

Empresas que cumpram exigências ambientais poderão receber aval nos próximos meses, enquanto 22 continuam suspensas por incumprimentos graves

A actividade mineira na província de Manica poderá conhecer uma retoma gradual nos próximos meses, desde que as empresas demonstrem cumprimento efectivo das medidas ambientais acordadas com o Governo. A informação foi avançada pelo jornal Notícias, citando o director-geral da Câmara de Minas de Moçambique, Américo Manhiça.

Segundo o responsável, decorre um processo de verificação técnica para avaliar se os operadores implementaram as recomendações definidas após a suspensão total da actividade na província, decisão tomada há cerca de quatro meses na sequência de denúncias de poluição de rios e degradação ambiental, sobretudo associadas à exploração de ouro.

“Está-se a trabalhar no sentido de verificar se as empresas estão a implementar as medidas recomendadas e, em função disso, será levantada a suspensão”, afirmou Manhiça ao Notícias, sublinhando que o objectivo é garantir o cumprimento integral das leis e regulamentos em vigor.

A suspensão generalizada foi considerada extrema por parte dos operadores, que argumentam que nem todas as empresas geram impactos ambientais negativos. Ainda assim, a Câmara de Minas reconhece que a actividade, quando mal conduzida, pode causar prejuízos significativos à saúde pública e ao meio ambiente.

Conselho de Ministros poderá autorizar seis empresas

De acordo com a mesma fonte, foi submetida ao Conselho de Ministros uma proposta de autorização para a retoma da actividade por parte de seis empresas que já demonstraram avanços na recuperação ambiental e no cumprimento das exigências legais.

A decisão surge após avaliações técnicas que apontam melhorias na reabilitação de áreas degradadas, reposição de solos, desobstrução de cursos de água e funcionamento adequado de bacias de decantação.

Por outro lado, 22 empresas permanecem suspensas por incumprimentos ambientais, fiscais e administrativos, incluindo obstrução de leitos de rios e irregularidades no licenciamento.

Regulação mais robusta e formalização do sector

A Câmara de Minas defende que a situação em Manica deve servir de oportunidade para reforçar a regulação e promover maior formalização da actividade mineira, especialmente entre operadores de pequena escala.

“Mesmo antes desta suspensão, já estávamos a trabalhar com associações e com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia para encontrar caminhos que tragam esta actividade, especialmente das associações mineiras, para o formalismo”, referiu Manhiça.

O responsável reconheceu ainda que a forma como a decisão foi executada acabou por afectar empresas que não estavam directamente envolvidas em práticas lesivas, com impactos na tesouraria, no sustento da massa laboral e na manutenção de equipamentos.

Impacto económico e necessidade de equilíbrio

A paralisação da actividade mineira numa província como Manica — onde a exploração de ouro tem peso relevante na economia local — levanta preocupações quanto ao impacto no emprego, na arrecadação fiscal e na dinâmica empresarial.

O desafio agora passa por encontrar um equilíbrio entre a protecção ambiental, a legalidade das operações e a preservação do tecido económico, garantindo que a retoma seja acompanhada por mecanismos de fiscalização eficazes e por uma governação mais rigorosa do sector.

A evolução do processo dependerá das avaliações técnicas em curso e da decisão final do Conselho de Ministros, num contexto em que o Governo reafirma prioridade absoluta à protecção ambiental e à saúde pública.

Fonte: O Económico

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Governo Avança Com Nova Lei Para Controlo do Tabaco em Sintonia Com Tratados Internacionais Maputo, Moçambique — O Governo de Moçambique aprovou esta semana uma proposta de lei para reforçar o controlo do tabaco e dos seus derivados, alinhando a legislação nacional com as obrigações internacionais, em particular a Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa foi aprovada na reunião do Conselho de Ministros realizada na terça-feira (10 de Fevereiro), em Maputo, e agora seguirá para apreciação e votação pela Assembleia da República. O novo quadro legal pretende responder aos desafios sanitários, sociais e económicos provocados pelo consumo do tabaco, que de acordo com dados recentes é responsável por milhares de mortes anuais no país e representa um grave problema de saúde pública. Alinhamento com Tratados Internacionais Moçambique ratificou a CQCT em 2016, comprometendo-se a aplicar medidas abrangentes de controlo do tabaco para proteger as gerações presentes e futuras dos efeitos nocivos do fumo. A CQCT é o primeiro tratado internacional de saúde pública da OMS e serve de base para políticas nacionais que incluem restrições à publicidade, promoção e patrocínio de produtos de tabaco, ambientes 100% livres de fumo e advertências sanitárias eficazes. Principais Objectivos da Lei A proposta de lei recém-aprovada pelo Executivo define um enquadramento legal mais rigoroso que: Reforça as medidas de prevenção e controlo do tabagismo, alinhadas com as orientações da OMS e as melhores práticas internacionais. Reforça a proibição de publicidade, promoção e patrocínio de produtos do tabaco. Prevê a adopção de embalagens padronizadas com avisos sanitários mais visíveis e informativos. Inclui outras práticas recomendadas internacionalmente, como o aumento da carga fiscal sobre produtos do tabaco e medidas de apoio à cessação do tabagismo. Autoridades de saúde afirmam que a aplicação integral de medidas de controlo do tabaco poderá evitar um número significativo de mortes nos próximos anos e melhorar a qualidade de vida da população moçambicana. Reacções e Impacto Esperado Especialistas em saúde pública e representantes de organizações internacionais saudarão o passo, sublinhando que leis deste tipo são fundamentais para reduzir o consumo e proteger a saúde pública. As medidas também vão ao encontro dos objectivos globais da OMS e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que reconhecem o controlo do tabaco como prioridade para a promoção da saúde e do bem-estar. O reforço do quadro jurídico também pode ajudar a enfrentar desafios adicionais, como o combate ao comércio ilícito de produtos de tabaco — um dos objectivos de protocolos internacionais suplementares à CQCT. Próximos Passos A proposta de lei aguarda aprovação final pela Assembleia da República, onde será debatida por deputados. A entrada em vigor da nova legislação representará um passo importante no compromisso de Moçambique com a redução do impacto do tabaco na saúde pública e no cumprimento das suas obrigações internacionais de saúde.

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