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Friday, February 13, 2026
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Zimbabwe projecta crescimento mais rápido em 14 anos após acordo com o FMI

Resumo

O Zimbabwe prevê uma expansão económica entre 8,5% e 10% em 2026, impulsionada por reformas estruturais, recuperação da agricultura e mineração. O país assegurou um programa de monitorização com o FMI, esperando assim normalizar as relações financeiras externas. Esta previsão supera a anterior de 6,6%, podendo quase duplicar o crescimento de 5% estimado para este ano. O acordo com o FMI, sem financiamento direto, serve como credibilização das políticas económicas e compromisso com reformas e disciplina fiscal. A aceleração do crescimento será apoiada por reformas, recuperação agrícola e mineira. A consolidação destes setores pode gerar impactos positivos na economia, mas o sucesso dependerá da consistência das reformas, estabilidade cambial e controlo da inflação. Este movimento é visto como um teste relevante na região, podendo influenciar economias vizinhas.

Governo antecipa expansão entre 8,5% e 10% em 2026, impulsionada por reformas estruturais e recuperação da agricultura e mineração.

O Zimbabwe poderá registar em 2026 o crescimento económico mais acelerado dos últimos 14 anos, após assegurar um programa de monitorização com o Fundo Monetário Internacional (FMI), considerado um passo determinante para a normalização das relações financeiras externas do país.

Segundo declarações do secretário das Finanças e Desenvolvimento Económico, George Guvamatanga, citadas pela Bloomberg , a economia poderá expandir-se pelo menos 8,5% no próximo ano, podendo atingir uma faixa entre 9% e 10%. A nova estimativa supera amplamente a projecção anterior de 6,6% e quase duplica o crescimento de 5% que o FMI antecipa para este ano.

Caso se materialize, este desempenho representará a expansão anual mais robusta desde 2012, num país que permaneceu praticamente afastado dos mercados internacionais de capitais durante quase três décadas devido a uma dívida acumulada estimada em cerca de 23 mil milhões de dólares.

Reforma e disciplina macroeconómica como âncora

O programa de monitorização, com duração de 10 meses, não envolve financiamento directo, mas funciona como instrumento de credibilização das políticas económicas, sinalizando compromisso com reformas estruturais e disciplina fiscal.

Para Harare, o acordo constitui etapa essencial no processo de reestruturação da dívida e de reabertura gradual do acesso ao financiamento externo, condição indispensável para sustentar investimento público e privado em sectores estratégicos.

Guvamatanga sublinhou que a aceleração do crescimento será sustentada por reformas ancoradas no programa com o FMI, bem como pela recuperação contínua dos sectores agrícola e mineiro, pilares tradicionais da economia zimbabueana.

Mineração e agricultura no centro da retoma

O Zimbabwe possui reservas significativas de ouro, platina e lítio, este último particularmente estratégico no contexto da transição energética global. A consolidação do sector mineiro, aliada a condições agrícolas mais favoráveis, poderá gerar efeitos multiplicadores sobre emprego, receitas fiscais e balança externa.

No entanto, analistas alertam que o crescimento projectado dependerá da consistência das reformas, da estabilidade cambial e do controlo da inflação, historicamente volátil no país.

Sinal para a região

Num contexto em que várias economias africanas enfrentam constrangimentos de dívida e restrições de financiamento, o movimento do Zimbabwe é observado como teste relevante à eficácia de programas de monitorização como mecanismo de reconquista de credibilidade internacional.

Para a África Austral, um eventual ciclo de crescimento robusto no Zimbabwe poderá gerar efeitos de encadeamento regional, sobretudo em comércio transfronteiriço, cadeias mineiras e fluxos logísticos.

A trajectória de 2026 dependerá agora da capacidade do Governo em transformar o acordo com o FMI numa âncora efectiva de estabilidade macroeconómica, traduzindo compromissos reformistas em resultados tangíveis.

Fonte: O Económico

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