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PRAÇA DOS COMBATENTES OU MERCADO MUCOREANO? O DILEMA DO COMÉRCIO INFORMAL EM MAPUTO

Resumo

Maputo enfrenta desafios no ordenamento do comércio informal, sobretudo na Praça dos Combatentes, apesar dos esforços da autarquia. O Mercado Mucoreano, proposto como solução, tem bancas vazias e fraca adesão, contrastando com a intensa atividade nas ruas. Vendedores ocupam passeios com produtos diversos, gerando tensões com as autoridades. O Conselho Municipal demarcou zonas para venda após as 16h00, proibindo-a em locais não autorizados, mas a falta de alternativas viáveis gera insatisfação entre os vendedores informais, que preferem locais de maior circulação de clientes. O problema estende-se a outras áreas da região metropolitana, desafiando a busca por soluções eficazes.

Por: Gentil Abel

A cidade de Maputo continua a enfrentar desafios persistentes no ordenamento do comércio informal, particularmente na zona da Praça dos Combatentes. Apesar dos esforços do Conselho Municipal de Maputo para reorganizar os vendedores e reduzir a ocupação desordenada dos passeios e bermas, a realidade no terreno demonstra que o problema está longe de ser resolvido.

Um dos exemplos mais evidentes é o Mercado Mucoreano, apontado como alternativa para acolher vendedores anteriormente instalados no Xiquelene e nas imediações da Praça dos Combatentes. Localizado a aproximadamente 400 metros da praça, o mercado apresenta um cenário de bancas desocupadas e fraca adesão, contrastando com a intensa actividade comercial que continua a verificar-se ao longo dos passeios e da estrada.

Diariamente, os passeios e bermas da via que circunda a Praça dos Combatentes transformam-se em corredores improvisados de venda. Roupas de segunda mão, frutas, legumes, diversos utensílios e até serviços de manicure são oferecidos ao público, muitas vezes ocupando espaços destinados à circulação de peões e viaturas. O fenómeno repete-se noutras zonas da Região Metropolitana do Grande Maputo, como a Baixa da cidade, Zimpeto, Xipamanine, Benfica, Magoanine, Malhampsene e “Casa Branca”, onde o número de vendedores parece crescer de forma contínua.

Em resposta, o Conselho Municipal, através da Direcção de Mercados e Feiras, demarcou zonas laterais na Praça dos Combatentes, autorizando a venda apenas após as 16h00. Paralelamente, manteve a proibição de comercialização nos passeios do monumento e nas rotundas, cabendo à polícia municipal assegurar a fiscalização. Ainda assim, a venda em locais não autorizados continua a gerar tensão entre as autoridades e os vendedores.

Por fim, do lado dos comerciantes informais, a principal alegação é a insuficiência de alternativas viáveis. Muitos afirmam que os mercados formais, apesar de disponíveis, não garantem o mesmo fluxo de clientes que as zonas de maior circulação, o que compromete a rentabilidade diária.

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