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Banco Mundial Mobiliza US$10 Mil Milhões Para Moçambique Até 2031 E Foco Recai Na Execução

Resumo

Moçambique e o Grupo Banco Mundial lançaram um novo quadro de parceria para 2026-2031, com um investimento total de cerca de 10 mil milhões de dólares, incluindo 6 mil milhões para investimento público, 4 mil milhões para o setor privado e linhas de resiliência e emergência. O financiamento público será destinado a projetos estruturantes, enquanto o setor privado receberá apoio da IFC e MIGA para iniciativas em energia, agricultura e turismo. O pacote inclui também 450 milhões para prevenção e resiliência, 20 milhões para emergências e foco na criação de empregos. A execução eficaz e a capacidade institucional serão determinantes para o sucesso deste financiamento multilateral em Moçambique até 2031.

Novo quadro de parceria prevê US$6 mil milhões para investimento público, US$4 mil milhões para sector privado e linhas adicionais de resiliência e emergência.

Novo Ciclo De Financiamento Multilateral

Moçambique e o Grupo Banco Mundial lançaram oficialmente o novo quadro de parceria para o período 2026–2031, com um volume financeiro global estimado em cerca de 10 mil milhões de dólares, combinando financiamento público e mobilização de capital privado.

O lançamento ocorreu após audiência concedida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao director da Divisão do Grupo Banco Mundial em Moçambique, Fily Sissoko, marcando o início formal do novo ciclo de cooperação .

Segundo a ministra das Finanças, Carla Fernandes Louveira, o portfólio público ascende a aproximadamente seis mil milhões de dólares, aprovados pelo Conselho do Banco Mundial, destinados à implementação de projectos estruturantes entre 2026 e 2031 .

Sector Privado No Centro Da Estratégia

Para além do financiamento público, o novo quadro prevê a mobilização adicional de quatro mil milhões de dólares para o sector privado, através da International Finance Corporation (IFC) e da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) .

Este montante deverá apoiar projectos estratégicos já em curso e novas iniciativas em sectores prioritários, incluindo energia, agricultura e turismo, áreas consideradas críticas para a geração de emprego e dinamização da economia.

O envolvimento da IFC e da MIGA sinaliza uma aposta clara na alavancagem de capital privado e na mitigação de riscos para investidores.

Resiliência E Resposta A Emergências

O pacote inclui ainda duas linhas específicas: uma linha de prevenção e resiliência no valor de 450 milhões de dólares, válida por três anos, e uma linha emergencial de 20 milhões de dólares já desembolsada .

Estes recursos destinam-se a financiar respostas a desastres naturais e situações urgentes, através do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), bem como dos Ministérios das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e da Saúde, com foco na aquisição de alimentos, medicamentos e produtos sanitários .

Num país altamente vulnerável a choques climáticos, este componente assume relevância macroeconómica significativa, ao reduzir a necessidade de ajustamentos fiscais abruptos em momentos de crise.

Empregos E Execução Como Prioridade

De acordo com Fily Sissoko, o novo quadro de parceria centra-se na criação de empregos e oportunidades económicas, com prioridade nos sectores de energia, negócio agrícola e turismo .

O responsável destacou que a principal orientação deixada pelo Chefe do Estado foi clara: acelerar a execução e reforçar a monitoria para garantir que os financiamentos se traduzam efectivamente em melhoria das condições de vida dos moçambicanos .

A ênfase na execução reflecte uma preocupação recorrente na cooperação internacional: a capacidade institucional de transformar compromissos financeiros em resultados concretos.

Implicações Macroeconómicas

O volume anunciado representa uma das maiores janelas de financiamento multilateral para Moçambique na última década. Contudo, o impacto dependerá de três factores centrais:

A capacidade de absorção institucional;
A articulação com a estratégia de consolidação fiscal;
E a eficácia na mobilização de investimento privado complementar.

Num contexto de necessidade de crescimento sustentável, criação de emprego e reforço da estabilidade macroeconómica, o novo quadro de parceria poderá tornar-se um pilar estruturante da trajectória económica até 2031 — desde que a execução acompanhe a ambição financeira.

Fonte: O Económico

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