Resumo
O Governo moçambicano planeia assinar em março o contrato de concessão para a construção do Porto Seco de Dondo, na província de Sofala, num investimento de cerca de 110 milhões de dólares. Esta infraestrutura irá complementar o Porto da Beira, aliviando a pressão sobre este terminal marítimo e agilizando os processos de movimentação de mercadorias. O projeto faz parte da estratégia de expansão da plataforma logística nacional e visa transformar o setor logístico num dos principais impulsionadores da economia, com o objetivo de aumentar a sua contribuição para o Produto Interno Bruto. O Porto Seco de Dondo terá funções de consolidação e desconsolidação de carga, armazenamento, facilitação aduaneira e ligação entre transporte rodoviário e ferroviário, beneficiando países como Zimbabwe, Zâmbia e Malawi. Este investimento estruturante visa reduzir custos de transporte e aumentar a competitividade dos corredores moçambicanos no comércio regional.
O Governo moçambicano prevê assinar em Março o contrato de concessão para a construção do Porto Seco de Dondo, na província de Sofala, num investimento estimado em cerca de 110 milhões de dólares, segundo indicou o director nacional de Logística, Fernando Ouana.
A futura infra-estrutura integra a estratégia de expansão da plataforma logística nacional e deverá funcionar como complemento operacional ao Porto da Beira, contribuindo para aliviar a pressão sobre o terminal marítimo e acelerar os processos de manuseamento e desembaraço de mercadorias. O projecto enquadra-se igualmente nos esforços governamentais para transformar o sector logístico num dos principais motores da economia, com metas de aumento da sua contribuição para o Produto Interno Bruto nos próximos anos.
De acordo com as informações disponíveis, o Porto Seco de Dondo deverá assumir funções de consolidação e desconsolidação de carga, armazenamento, facilitação aduaneira e ligação intermodal entre transporte rodoviário e ferroviário. A localização estratégica no corredor central posiciona a infra-estrutura como plataforma de apoio ao fluxo comercial de países do interior da região, incluindo Zimbabwe, Zâmbia e Malawi, que utilizam o Corredor da Beira como rota de acesso ao mar.
O anúncio da assinatura iminente do contrato surge num contexto de investimentos estruturantes no sector logístico nacional, que incluem modernização portuária, melhoria de acessos rodoviários e reforço da conectividade ferroviária, iniciativas consideradas essenciais para reduzir custos de transporte e aumentar a competitividade dos corredores moçambicanos no comércio regional.
Especialistas apontam que a materialização do Porto Seco de Dondo poderá contribuir para reorganizar a cadeia logística do centro do país, sobretudo ao transferir parte das operações de armazenamento e triagem para o interior, permitindo ao porto marítimo concentrar-se na movimentação directa de carga. No entanto, sublinham que o impacto efectivo dependerá da coordenação institucional, da eficiência dos serviços aduaneiros e da capacidade de integração com as infra-estruturas ferroviárias existentes.
A assinatura do contrato de concessão representará, assim, o início formal de um projecto que o Executivo considera estruturante para a dinamização do Corredor da Beira e para o posicionamento de Moçambique como plataforma logística regional, num momento em que a concorrência entre rotas de transporte na África Austral continua a intensificar-se.






