Resumo
Governo de Moçambique planeia assinar contrato de concessão para construção do Porto Seco do Dondo em março, com operações previstas para 2027 em parceria público-privada. O investimento de 110 milhões de dólares visa aliviar congestionamento no Porto da Beira, melhorar eficiência logística e expandir capacidade operacional. O terminal de 200 hectares movimentará inicialmente cinco milhões de toneladas de mercadorias por ano, podendo ser expandido no futuro. A iniciativa faz parte da modernização do corredor logístico da Beira, essencial para o comércio internacional. O sucesso dependerá da coordenação institucional, qualidade da execução e integração com sistemas ferroviário e rodoviário, com previsão de operação plena até 2029.
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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Governo prevê assinar contrato de concessão em Março; infra-estrutura deverá arrancar em 2027 e operar em regime de parceria público-privada.
O Governo prevê assinar, em Março, o contrato de concessão para a construção do Porto Seco do Dondo, na província de Sofala, num investimento estimado em 110 milhões de dólares norte-americanos.
Segundo declarações do director nacional de logística, Fernando Ouana, o contrato deverá ser formalizado dentro de uma a duas semanas. As obras poderão iniciar cerca de um ano após a assinatura, com um prazo de execução estimado em 30 meses, período considerado necessário para que o terminal entre em operação plena.
Infra-estrutura Integrada Ao Sistema Portuário Da Beira
O Porto Seco do Dondo funcionará como infra-estrutura complementar ao Porto da Beira, um dos principais activos logísticos do país. O objectivo central é expandir a capacidade operacional do sistema, reduzir o tráfego intenso de camiões na cidade da Beira e melhorar a fluidez da cadeia logística.
Com uma área total prevista de 200 hectares dos quais cerca de 115 hectares correspondem à fase inicial de desenvolvimento o terminal deverá, numa primeira etapa, movimentar aproximadamente cinco milhões de toneladas de mercadoria por ano, com possibilidade de expansão futura para volumes superiores.
O modelo adoptado será o de parceria público-privada, envolvendo a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a Union Port Link e os Conselhos Empresariais da Beira e do distrito de Dondo.
Ganhos De Eficiência E Redução De Custos Logísticos
De acordo com o Executivo, o maior ganho será aliviar o congestionamento crónico na cidade da Beira, provocado pelo intenso fluxo de cargas associadas ao porto marítimo. A deslocação de operações logísticas para o Dondo deverá reduzir tempos de espera na barra e melhorar a eficiência no manuseamento de contentores.
A iniciativa enquadra-se numa estratégia mais ampla de modernização do corredor logístico da Beira, fundamental para o escoamento de mercadorias de e para países do hinterland, como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.
Em paralelo, a concessionária do Porto da Beira anunciou recentemente um plano de investimento de 640 milhões de meticais para modernização e expansão de infra-estruturas e aquisição de novos equipamentos.
Impacto Regional E Desafios De Execução
O Porto Seco do Dondo poderá assumir papel determinante na consolidação do Corredor da Beira como eixo competitivo regional. Ao aumentar a capacidade instalada e reduzir gargalos operacionais, o projecto poderá melhorar o posicionamento de Moçambique no comércio internacional.
Contudo, o sucesso dependerá da coordenação institucional, da qualidade da execução e da integração eficiente com os sistemas ferroviário e rodoviário. A atracção de cargas e a sustentabilidade financeira da infra-estrutura serão igualmente factores críticos.
Se cumprido o cronograma previsto, o terminal poderá entrar em funcionamento até 2029, marcando um novo capítulo na arquitectura logística nacional.
Fonte: O Económico






