Por Alfredo Júnior
Com efeito, do encontro realizado na tarde de segunda-feira, 26 de Janeiro, saíram decisões estruturantes que vão culminar com a viabilização do Moçambola 2026 no modelo tradicional, num exercício que passará primeiro pela homologação dos resultados do Campeonato Nacional de Futebol da temporada passada.
É nesse sentido que, após a apresentação fundamentada das razões que ditaram a conclusão do Moçambola 2025 enquanto faltavam por disputar duas jornadas e mais alguns jogos, a Federação Moçambicana de Futebol deverá nos próximos dias validar os resultados homologados pela Liga Moçambicana de Futebol.
A classificação homologada pela LMF indica que a União Desportiva do Songo é a campeã nacional de 2026, sendo que por via disso será o representante de Moçambique no acesso à Liga dos Campeões Africanos. Quanto a despromoção a classificação indica que o Textáfrica do Chimoio, Desportivo de Nacala e Desportivo da Matola são as equipas que descem de divisão.
Vale lembrar que o Presidente da República, Daniel Chapo, já havia felicitado a União Desportiva do Songo pela conquista do Moçambola 2025, numa prova em que os “hidroeléctricos” somaram 18 vitórias consecutivas.
FMF E LMF VÃO RENOVAR CONTRATO DE DELEGAÇÃO DE PODERES
Entretanto, face a decisão da FMF em condicionar a renovação do contrato de delegação de poderes com a LMF para a organização do Moçambola 2026, do encontro tripartido que temos vindo a citar ficou acordado que continuará a direção de Alberto Simango Júnior a assumir as rédeas da organização do Moçambola 2026.
É assim que nos próximos dias a FMF e LMF deverão renovar o contrato de delegação de poderes à Liga Moçambicana de Futebol (LMF), celebrado a 12 de Março de 2024, cujos efeitos cessaram a 31 de Dezembro de 2025, com vista a organização do Moçambola 2026, que terá uma supervisão e acompanhamento regular do organismo máximo do futebol nacional.
MODELO TRADICIONAL EM VIAS SE SER VIABILIZADO
Um dos temas que marcou a reunião desta segunda-feira esteve ligado ao modelo competitivo para o Moçambola 2026, sendo que do encontro saíram orientações, para que sejam envidados todos esforços possíveis para a viabilização do modelo clássico da prova.
Aliás, esta orientação vem de encontro com a opinião dos principais clubes do Moçambola que rejeitam qualquer modelo que leve à prova a ser disputada no formato regional, como a Liga Moçambicana de Futebol apresentou no final do ano passado.
Sabe-se que os custos deste modelo tradicional rondam os 2 milhões de dólares americanos (cerca de 130 milhões de Meticais), tendo em conta a factura apresentada pelas Linhas Aéreas de Moçambique na época passada. Porém, há expectativas de que para esta temporada o valor seja ligeiramente reduzido, visto que a companhia aérea de bandeira nacional tenciona fazer uma revisão em baixa do seu tarifário para passagens aéreas.
A Liga Moçambicana de Futebol já solicitou às Linhas Aéreas de Moçambique a emissão de uma cotação para o Moçambola 2026, para que possa definir com exactidão o orçamento para o campeonato nacional deste ano. Sabe-se que este ano a LMF vai pretender contratualizar cerca de 3500 passagens aéreas, não se descurando a possibilidade de encontrar outra transportadora aérea que possa satisfazer a demanda para fazer viajar as caravanas do futebol moçambicano. (LANCEMZ)
Fonte: Lance






