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Wednesday, February 11, 2026
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Acções Asiáticas Batem Recorde E Dólar Cede Antes Do Relatório De Emprego Dos EUA

Resumo

As vendas a retalho fracas reforçam as apostas em cortes da Fed ainda em 2026, impulsionando o apetite pelo risco na Ásia, com as rendibilidades a recuar e o ouro a ganhar destaque. Os mercados asiáticos lideraram com o MSCI Asia Pacific Index a atingir um novo máximo histórico, enquanto Wall Street aguarda o relatório de emprego nos EUA. As rendibilidades em baixa reforçam o cenário de cortes, com os futuros de Treasuries a prolongar ganhos. O dólar cedeu pela quarta sessão consecutiva, enquanto o ouro e o petróleo reagiram ao novo contexto de juros. No universo digital, o Bitcoin manteve uma volatilidade moderada. O cenário global permanece dependente dos dados macroeconómicos dos EUA, podendo o mercado consolidar o cenário de cortes da Fed com um relatório de emprego mais fraco.

Vendas a retalho fracas reforçam apostas em cortes da Fed ainda em 2026, sustentando o apetite pelo risco na Ásia, enquanto as rendibilidades recuam e o ouro volta a ganhar tracção.

Ásia Lidera Com Novo Máximo Histórico

Os mercados globais iniciaram a sessão de quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, com forte inclinação pró-risco na Ásia. O MSCI Asia Pacific Index subiu 0,9% e atingiu um máximo histórico, ampliando o seu desempenho relativo face às praças europeias e norte-americanas em 2026.

Entre os principais índices, o S&P/ASX 200 da Austrália avançou 1,5%, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,4% e o Shanghai Composite somou 0,2%. A dinâmica regional sugere consolidação de fluxos para activos asiáticos, num contexto em que spreads de crédito permanecem comprimidos e as moedas têm mostrado resiliência face a choques externos.

Wall Street Em Espera Pelo Relatório De Emprego

Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 subiam 0,3% (12:50, hora de Tóquio), sinalizando potencial recuperação após a sessão anterior, quando o S&P 500 recuou 0,3%.

O foco imediato está no relatório de emprego de Janeiro. Economistas antecipam uma criação de 65.000 postos de trabalho, o melhor registo em quatro meses, com a taxa de desemprego estabilizada em 4,4%. O mercado acompanha também a revisão anual dos dados, que poderá revelar um ajustamento em baixa no total de empregos contabilizados até Março de 2025.

O resultado será determinante para calibrar expectativas quanto ao calendário de cortes da Reserva Federal.

Rendibilidades Em Baixa Reforçam Cenário De Cortes

Os futuros de Treasuries prolongaram ganhos após as rendibilidades dos títulos a 10 anos terem caído para o nível mais baixo em cerca de um mês na sessão norte-americana anterior. Na Ásia não houve negociação “cash” devido a feriado no Japão, mas o movimento manteve-se reflectido no mercado de derivados.

O mercado monetário passou a atribuir probabilidade ligeiramente superior a três cortes da Fed em 2026, com dois já integralmente reflectidos nos preços, reforçando o enquadramento favorável a activos sensíveis a taxas mais baixas.

Dólar Cede Pela Quarta Sessão Consecutiva

No mercado cambial, o Bloomberg Dollar Spot Index recuou 0,2%, acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O dólar enfraqueceu face a todas as moedas do G10.

O euro apreciou para 1,1911 dólares (+0,1%), o iene avançou 0,5% para 153,57 por dólar, enquanto o dólar australiano subiu 0,7% para 0,7125 dólares. A trajectória cambial confirma a redução do prémio do dólar num ambiente de expectativas de flexibilização monetária.

Ouro E Petróleo Reagem Ao Novo Contexto De Juros

Entre as matérias-primas, o ouro subiu 0,6%, beneficiando da queda das rendibilidades e da perspectiva de cortes nas taxas directoras. A prata tinha já avançado mais de 2% na sessão anterior.

No segmento energético, o West Texas Intermediate (WTI) valorizou 0,8% para 64,49 dólares por barril, acompanhando a recuperação do sentimento de risco.

Cripto Mantém Volatilidade Moderada

No universo digital, o Bitcoin recuou 0,4% para 68.357,95 dólares, permanecendo abaixo da barreira psicológica dos 69.000 dólares. O Ether subiu 0,3% para 2.014,57 dólares, num movimento de consolidação após semanas de maior volatilidade.

O enquadramento global mantém-se dependente dos dados macro norte-americanos. Caso o relatório de emprego confirme sinais de arrefecimento, o mercado poderá consolidar o cenário de cortes da Fed, sustentando activos de risco e pressionando adicionalmente o dólar. Um resultado mais robusto, por seu turno, poderá reintroduzir volatilidade e reavaliar o actual optimismo asiático.

Fonte: O Económico

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