Por: Gentil Abel
O partido ANAMOLA apresentou, nesta terça-feira (27), uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciando alegada perseguição política contra os seus membros. A iniciativa surge na sequência do assassinato a tiros de dois coordenadores do partido no distrito de Luabo, província da Zambézia, ocorridos nos dias 17 e 18 do corrente mês.
Em declarações à imprensa, o secretário-geral do ANAMOLA, Messias Uarene, classificou os crimes como “bárbaros” e inseriu-os num contexto de crescente violência política no país. Segundo o partido, os homicídios não constituem casos isolados, mas fazem parte de um padrão de intimidação direcionado aos militantes da formação política.
De recordar que o partido já havia denunciado publicamente a existência de um clima de insegurança e medo entre os seus membros na província da Zambézia. De acordo com o partido, vários militantes estariam a ser alvo de perseguição política e de assassinatos selectivos, situação que terá obrigado alguns simpatizantes a abandonar as suas residências e a viver em fuga, como forma de preservar a própria vida.
Para o ANAMOLA, os alegados episódios configuram graves violações dos direitos humanos e representam um atentado aos princípios do Estado de Direito Democrático. Nesse sentido, com a submissão de queixa-crime à PGR, o partido defende a necessidade urgente de uma investigação séria, imparcial e transparente por parte das autoridades, com vista ao esclarecimento dos factos e à responsabilização dos autores dos crimes.





