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Monday, February 23, 2026
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Anamola queixa-se de intimidação e perseguição a membros do partido 

Resumo

O Partido Anamola denuncia atos de perseguição contra os seus membros em Moçambique, incluindo mortes e sequestros, durante o diálogo nacional inclusivo. O líder do partido, Venâncio Mondlane, critica a continuidade destes atos, mencionando casos em várias localidades como Xinavane, Nampula e Manhiça. Mondlane questiona a eficácia do diálogo nacional face a estas perseguições, referindo-se a ele como "palavras vazias" e apela aos membros para denunciarem casos de perseguição, intimidação e detenções arbitrárias, comprometendo-se a reportá-los semanalmente.

O Partido Anamola queixa-se da continuidade de actos de perseguição contra os seus membros em todo o país. O  Líder do Partido, Venâncio Mondlane, fala de mortes e sequestros de membros e critica o facto de tal estar a acontecer enquanto decorre o do diálogo nacional inclusivo. 

Não é a primeira vez que o partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo torna públicas as queixas sobre perseguições e actos de intimidação contra os seus membros.  

Uma imagem mostra, segundo o partido, alguns membros a serem “maltratados” na localidade de Xinavane  nos últimos dois dias .

Em mais uma vídeo divulgado nas suas redes sociais, o Líder do partido, Venâncio Mondlane, condena a continuidade dos actos. 

“Há uma forte perseguição. Em Nampula, Murrupula e Mogovolas, membros nosssos estão a ser perseguidos, estão a ser sequestrados. Temos casos de Zambézia, onde membros do Anamola foram assassinados, dois. Outros membros estão a ser perseguidos, estão a ser sequestrados (…) Muito recentemente, há dois dias, em Manhiça, um dos nossos membros do partido foi sequestrado e levado à Polícia, porque dizem que ele esteve nas manifestações”, disse Venâncio Mondlane. 

 Além de associar o facto ao período pós-eleitoral, Mondlane questiona a viabilidade da realização do diálogo nacional inclusivo. E entre pacifiação e violações fala do que chama de palavras vazias. 

“Hoje, passado mais de um ano, estamos num processo de reconciliação no país. Estamos, supostamente, todos nós envolvidos no chamado Diálogo Nacional Inclusivo, mas, por outro lado, membros do partido Anamola são perseguidos, estão a ser sequestrados, levados a cadeia sem processos (…) Então, para que está a ser o diálogo”, questiona o político. 

Mondlane apela a todos os membros do partido a denunciarem os possíveis casos de perseguição, intimidação e detenções arbitrárias e promete os reportar semanalmente.

Fonte: O País

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