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Friday, January 30, 2026
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Ataques com drones mataram seis soldados de paz e feriram oito no Sudão

Resumo

Seis capacetes azuis de Bangladesh da Unisfa morreram e oito ficaram feridos em ataques com drones na base da ONU em Kadugli, Sudão. A região disputada de Abyei entre Sudão e Sudão do Sul tem sido palco de confrontos entre as Forças Armadas sudanesas e as RSF. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques, expressando condolências e desejando rápida recuperação aos feridos. Guterres considera os ataques contra forças de paz como possíveis crimes de guerra, apelando ao respeito pelo direito internacional e à proteção de civis e pessoal da ONU. Ele pediu o fim da violência no Sudão, retomada de negociações por um cessar-fogo duradouro e um processo político liderado pelos sudaneses. O chefe do Departamento de Operações de Paz da ONU manifestou choque com os ataques, reforçando que as forças de paz não devem ser alvo.

Seis capacetes azuis morreram e outros oito ficaram feridos em ataques com drones que atingiram, no sábado, a base logística das Nações Unidas em Kadugli, no Sudão.

Todos os militares mortos integravam o contingente de Bangladesh da Força de Segurança Interina das Nações Unidas para Abyei, Unisfa, região rica em petróleo situada entre o Sudão e o Sudão do Sul, disputada desde a separação dos dois países, em 2011.

Ataques contra forças de paz são “injustificáveis”

Kadugli é a capital do estado de Cordofão do Sul, onde confrontos violentos têm se intensificado entre as Forças Armadas do Sudão e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido,RSF, que estão em guerra há quase três anos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou com veemência os ataques com drones, que classificou como “horríveis”.

Ele apresentou suas mais profundas condolências ao Governo e ao povo de Bangladesh, bem como às famílias dos militares mortos, e desejou pronta recuperação aos feridos.

Em nota, Guterres declarou que “os ataques contra forças de paz das Nações Unidas podem constituir crimes de guerra à luz do direito internacional.

Ele recordou a todas as partes em conflito que elas têm a obrigação de proteger o pessoal da ONU e os civis. Para o líder da ONU, “ataques como o ocorrido em Cordofão do Sul contra forças de paz são injustificáveis”.

Uma patrulha de soldados de paz da ONU passa por Abyei, uma cidade fronteiriça disputada entre o Sudão e o Sudão do Sul, onde itens saqueados estão sendo coletados após recentes violências.
Foto ONU/Stuart Price

Abyei é uma área disputada na fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul

Apelo renovado por cessar-fogo

O secretário-geral também expressou solidariedade aos milhares de capacetes azuis que continuam a servir sob a bandeira da ONU em alguns dos ambientes mais perigosos do mundo.

Ele reiterou o pedido pelo fim imediato da violência no Sudão e a retomada das negociações com vista a um cessar-fogo duradouro e “a um processo político abrangente, inclusivo e liderado pelos próprios sudaneses”.

Forças de paz não são alvo

Em uma publicação nas redes sociais, o chefe do Departamento de Operações de Paz da ONU afirmou estar “chocado com o horrível ataque com drones ocorrido neste sábado”.

Jean-Pierre Lacroix ressaltou que “as forças de paz da ONU não são um alvo” e que “este ataque pode constituir um crime de guerra”.

A Unisfa foi criada em 2011. Seu mandato, recentemente prorrogado por mais um ano, inclui o fortalecimento da capacidade do Serviço de Polícia de Abyei, o monitoramento e a verificação da retirada de grupos armados da região, a facilitação da entrega de ajuda humanitária e a proteção de civis.

Atualmente, quase 4 mil militares e policiais atuam na missão, além de funcionários civis.

Fonte: ONU

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