InícioSaúdeAtualização da vacina contra gripe reforça proteção contra eventuais pandemias

Atualização da vacina contra gripe reforça proteção contra eventuais pandemias

Resumo

A OMS anunciou recomendações para as vacinas contra a gripe do Hemisfério Norte de 2026-2027, baseadas em dados globais de vigilância, visando proteger contra os 1 bilhão de casos anuais de influenza sazonal e as 290 mil a 650 mil mortes respiratórias. A atualização regular das vacinas é essencial devido à constante evolução dos vírus. As recomendações da OMS são fundamentais para o desenvolvimento de vacinas em todo o mundo, garantindo a proteção contra os vírus em circulação. A variante AH3N2 subclado K, que antecipou a temporada de gripe em 2025, foi destacada, assim como a importância de monitorizar os vírus zoonóticos. Especialistas recomendaram o vírus AH9N2 como candidato à vacina, devido ao seu potencial pandémico.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou nesta sexta-feira recomendações para a composição das vacinas contra a influenza para a temporada de gripe do Hemisfério Norte de 2026-2027. O anúncio foi feito após uma consulta de quatro dias, que examinou dados globais de vigilância.

Todos os anos, cerca de 1 bilhão de casos de influenza sazonal são registrados, incluindo de 3 a 5 milhões de casos graves. A doença causa de 290 mil a 650 mil mortes respiratórias por ano.

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Mulher idosa recebe vacinação em Lisboa, Portugal

“Riscos compartilhados exigem ação compartilhada"

A composição do imunizante deve ser atualizada regularmente porque os vírus estão em constante mudança. As recomendações da OMS são usadas por agências reguladoras nacionais e empresas farmacêuticas ao redor do mundo para desenvolver, produzir e licenciar vacinas contra a gripe. 

Isso garante que as doses sejam estritamente associadas aos vírus que tem mais probabilidade de circular, oferecendo a melhor proteção possível contra doenças graves e mortes.

Essas consultas são realizadas duas vezes por ano, uma para o Hemisfério Norte e outra para o sul, reunindo especialistas dos Centros Colaboradores e Laboratórios Regulatórios do Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza da OMS.

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que "temporada após temporada, vírus da gripe em constante evolução circulam globalmente, mostrando o quão conectado o mundo está”. 

Ele enfatizou que “riscos compartilhados exigem ação compartilhada" e esclareceu que as recomendações da OMS se baseiam em um “trabalho diligente” dos especialistas. 

Variante que se espalhou rapidamente

Em agosto de 2025, surgiu uma variante notavelmente diferente do vírus AH3N2, que foi classificada como J.2.4.1, também chamada de subclado K.

Ela se espalhou rapidamente pelo mundo, causando um início antecipado da temporada de gripe em muitos países, com várias nações relatando níveis de atividade acima do normal. 

O subclado K representou a maioria dos vírus da gripe relatados em várias regiões.

No geral, os vírus da influenza A foram predominantes, com outras variantes de AH3N2 e AH1N1 também registradas. Segundo a OMS, foram detectados baixos níveis de vírus da influenza B, sem registros de casos dos vírus da linhagem B/Yamagata desde março de 2020.

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Especialistas em saúde pública continuam preocupados com a disseminação da gripe aviária para humanos

Infecções em animais

Como parte da revisão, os especialistas também analisaram os vírus da influenza circulando em animais, especialmente aqueles que causaram infecções em humanos. Esses vírus zoonóticos continuam sendo uma preocupação significativa devido ao seu potencial de causar pandemias.

Desde 23 de setembro de 2025, após a última consulta, 25 infecções humanas com influenza zoonótica foram reportadas à OMS a partir de seis países. A maioria desses casos foi exposta a animais infectados ou a ambientes contaminados por vírus da gripe. Nenhuma transmissão de pessoa para pessoa foi relatada.

Essas reuniões bienais incluem uma avaliação detalhada desses vírus e a seleção daqueles que devem se tornar candidatos a vacinas, possibilitando que eles sejam usados rapidamente para fabricar imunizantes caso surja uma ameaça pandêmica. 

Na reunião encerrada nesta sexta, os especialistas recomendaram que o vírus AH9N2 se torne candidato à vacina. Essa variante causa um tipo de gripe aviária endêmica em aves domésticas na Ásia, África e Oriente Médio, causando infecções humanas esporádicas e geralmente leves.

Fonte: ONU

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