Resumo
Nikkei subiu 2,8% e Coreia do Sul e Taiwan atingiram máximos históricos. Bolsas asiáticas iniciaram a semana em terreno positivo, com destaque para ganhos no Japão. Petróleo reagiu à incerteza geopolítica e à decisão da OPEP+ de manter a produção, refletindo a avaliação do mercado sobre a situação na Venezuela. Investidores avaliam impacto económico e político dos eventos recentes no país sul-americano. Na Ásia, houve procura de risco, com o Nikkei 225 perto de um máximo histórico, impulsionado pela estabilização da atividade manufactureira no Japão. Coreia do Sul e Taiwan também registaram avanços significativos, enquanto China e Hong Kong tiveram comportamento mais moderado. O índice Hang Seng teve variação marginal, afetado por empresas do setor energético.
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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Nikkei avança 2,8% e Coreia do Sul e Taiwan tocam máximos históricos, enquanto o crude reage à incerteza geopolítica e à decisão da OPEP+ de manter a produção.
As bolsas asiáticas começaram a semana em terreno positivo, com ganhos expressivos no Japão e novos máximos na Coreia do Sul e em Taiwan, numa sessão marcada por elevada atenção ao risco geopolítico e a uma semana carregada de indicadores económicos. Em paralelo, o petróleo negociou de forma irregular, reflectindo a avaliação do mercado ao impacto potencial da intervenção norte-americana na Venezuela e à manutenção dos níveis de produção pela OPEP+.
O arranque da primeira semana completa de negociação do ano ficou dominado pela reavaliação de risco, depois de um fim-de-semana de acontecimentos inesperados na Venezuela, incluindo a captura do Presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas e a declaração do Presidente Donald Trump de que o país ficaria sob “controlo temporário” dos Estados Unidos. A leitura dos investidores tem oscilado entre a percepção de que o choque poderá ter efeitos económicos directos limitados no curto prazo e a preocupação com as implicações políticas e geopolíticas mais amplas.
Na Ásia, o movimento foi claramente de procura de risco. O índice Nikkei 225 subiu 2,8%, aproximando-se de um máximo histórico recente, sustentado por sinais de estabilização da actividade manufactureira no Japão, após cinco meses de deterioração. Na Coreia do Sul e em Taiwan, os principais índices avançaram mais de 2% e atingiram novos recordes, num sinal de que a narrativa de crescimento e resultados empresariais ainda mantém tração em várias praças regionais.
Já na China e em Hong Kong, o comportamento foi mais contido. O índice Hang Seng registou variação marginal, penalizado por empresas ligadas à energia, num contexto em que um indicador sectorial de acções energéticas em Hong Kong recuou com força.
No mercado petrolífero, o Brent manteve-se instável, com ligeira subida em torno de 60 dólares por barril, enquanto os participantes tentavam medir duas forças em simultâneo: por um lado, o risco geopolítico associado à Venezuela; por outro, o facto de a OPEP+ ter decidido manter inalterada a produção. O argumento dominante entre analistas é que a capacidade venezuelana não deverá recuperar de forma rápida, por exigir capital e know-how significativos, o que reduz a probabilidade de uma descida expressiva e imediata do crude, mantendo “riscos de alta” em cima da mesa.
A incerteza geopolítica também reactivou a procura por activos-refúgio. O ouro subiu cerca de 1%, num sinal clássico de cobertura perante riscos políticos e potenciais choques de oferta energética. Ao mesmo tempo, o dólar prolongou a sequência de ganhos — apoiado por uma procura defensiva e pela expectativa de uma semana com dados macro relevantes —, enquanto os juros das obrigações do Tesouro norte-americano registaram apenas pequenas oscilações.
O Que Importa Para Economias Importadoras De Combustíveis
Para economias importadoras, como Moçambique, a combinação de petróleo volátil e ambiente geopolítico mais tenso tende a traduzir-se em maior risco de pressão sobre a factura energética e, por extensão, sobre custos de transporte, inflação importada e necessidade de divisas. Mesmo quando o mercado entende que o efeito directo de um choque específico pode ser limitado, a incerteza prolongada é, por si só, um factor que sustenta prémios de risco e dificulta o planeamento de preços e procurement.
Fonte: O Económico






