Resumo
A Confederação Africana de Futebol (CAF) implementou reformas para fortalecer a integridade da arbitragem e disciplina, após controvérsias na Taça das Nações Africanas Marrocos 2025. As mudanças visam restaurar a confiança nas decisões, com destaque para o reforço dos órgãos disciplinares e a aplicação de sanções mais rigorosas. Patrice Motsepe, presidente da CAF, enfatiza a importância da credibilidade da arbitragem para a reputação do desporto no continente. A organização mantém a seleção de especialistas africanos nos órgãos disciplinares, promovendo transparência nos processos e colaborando com a FIFA na formação de árbitros e operadores de VAR. A CAF reafirma a política de tolerância zero à corrupção e continua a rever internamente para fortalecer sua credibilidade no futebol internacional, enquanto os eventos da CAN 2025 são analisados pelo Tribunal Arbitral do Desporto.
Na sequência de controvérsias registadas na final da Taça das Nações Africanas Marrocos 2025, a Confederação Africana de Futebol ( CAF) avançou com um pacote de reformas destinadas a reforçar a integridade dos seus mecanismos de arbitragem e disciplina.
As mudanças incidem sobre os estatutos e regulamentos da organização, com foco na actuação de árbitros, operadores de VAR e estruturas judiciais. O objectivo, segundo a CAF, é restaurar a confiança nas decisões tomadas dentro e fora do campo, após episódios que colocaram em causa a credibilidade das competições africanas.
Entre as prioridades está o reforço do papel dos órgãos disciplinares, como o Júri Disciplinar e a Comissão de Apelo, considerados peças-chave para assegurar processos mais consistentes e independentes. A organização pretende garantir maior rigor na avaliação de casos e na aplicação de sanções.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, citado pelo Moznews, afirma que o processo em curso responde à necessidade de aproximar o futebol africano dos padrões internacionais de governação. O dirigente defende que a credibilidade da arbitragem é um elemento central para a reputação do desporto no continente.
Apesar dos incidentes mais recentes, a CAF recorda que a actuação das equipas de arbitragem durante a CAN 2023 foi amplamente valorizada, sendo apontada como exemplo positivo a recuperar.
No plano operacional, a organização prevê manter a selecção de especialistas africanos experientes para integrar os seus órgãos disciplinares, com base em indicações das federações e uniões regionais, procurando reforçar a transparência nos processos.
Paralelamente, decorrem iniciativas conjuntas com a FIFA para intensificar a capacitação de árbitros e operadores de VAR, num esforço que inclui também a profissionalização da função e melhores condições de trabalho.
A CAF reitera, por outro lado, a sua política de tolerância zero face a práticas de corrupção ou conduta imprópria, assegurando tratamento igual para todas as federações filiadas.
Os acontecimentos ligados à final da CAN 2025 continuam sob análise do Tribunal Arbitral do Desporto, enquanto a organização prossegue com a calendarização das suas competições, incluindo a Liga dos Campeões africana e a Taça da Confederação.
Em paralelo, acompanha a preparação das selecções do continente já qualificadas para o Copa do Mundo FIFA 2026. A CAF assegura que o processo de revisão interna continuará, com vista ao reforço da sua credibilidade e posicionamento no futebol internacional.






