Se andas atento à obsessão por espremer franquias até ao último cêntimo e a forma como o cinema anda a reboque dos videojogos, sabes perfeitamente que o filme de Call of Duty já era inevitável. Acaba por não ser grande novidade. Ou seja, depois de anos de rumores e avanços no vazio, a Paramount lá decidiu confirmar que o projeto está vivo, apontado para o verão de 2028, e que a história vai ser baseada na saga Modern Warfare. Que honestamente, é o que faz mais sentido.
Entre a Segunda Guerra Mundial e os saltos duplos no espaço. A verdade é que a Activision e o realizador Peter Berg foram escolher precisamente a galinha dos ovos de ouro. Afinal, Captain Price, Ghost e a Task Force 141 são os nomes que continuam a render uma pipa de massa ao fim do mês.

Portanto, a grande questão é perceber se vamos ter uma adaptação fiel das missões clássicas das campanhas ou se vão inventar uma história totalmente nova só para usar a marca “Modern Warfare” na capa. A conta oficial de Call of Duty no X já veio confirmar a premissa, mas detalhes sobre o elenco e o enredo continuam fechados a sete chaves.
No fundo, adaptar Modern Warfare parece a jogada mais fácil do mundo. As campanhas do jogo já são, por si só, autênticos filmes de ação de Hollywood onde nós é que seguramos o comando.
Mas, trazer isso para as salas de cinema sem parecer apenas mais um filme genérico… Vai ser o verdadeiro desafio.
Se estás a esfregar as mãos a pensar que vais comprar bilhete já no próximo ano, podes perfeitamente tirar o cavalinho da chuva. Com a estreia marcada apenas para 2028, a produção ainda está numa fase muito embrionária. Até lá, a Activision vai continuar a vender-nos o mesmo jogo ano após ano com roupa nova e a encher os cofres para financiar a brincadeira.
A ideia de ver o universo de Call of Duty no cinema tem potencial? Tem. Mas num mercado saturado de remakes, reboots e adaptações sem sal… Resta saber se a Paramount vai entregar algo que nos meta água na boca ou se vai ser só mais um caça-níqueis para colar a malta às cadeiras do cinema.
Fonte: Zero Zero





