Resumo
A FMF e a LMF vão reunir-se para discutir o Moçambola-2025 e o futuro do campeonato. O diretor-técnico da FMF, Arnaldo Salvado, apela a decisões racionais para evitar problemas como os atuais. Salvado propôs um modelo de disputa menos dispendioso, mas não foi considerado. Ele destaca a dívida crescente da LMF e questiona a organização do próximo Moçambola nas mesmas condições. A Taça de Moçambique foi realizada com ajustes devido a indecisões da LMF, agradecendo ao patrocinador por manter o apoio. Salvado expressa preocupação com a falta de garantias financeiras para terminar o campeonato atual e organizar o próximo.
O director-técnico da FMF, Arnaldo Salvado, apela que, futuramente, os dirigentes do futebol moçambicano sejam racionais nas suas decisões, para que Moçambique não volte a enfrentar problemas iguais aos da presente temporada. “É preciso ter a consciência de que o procedimento de iniciar um campeonato sem garantias é um erro. Falámos disto há muito tempo, e todos sabem que Moçambique, presentemente, não tem condições para disputar um campeonato no modelo actual, porque os custos são elevadíssimos, contando que a economia do país não goza de boa saúde, desencorajando os parceiros diversos que têm vontade de apoiar a prova”.
Salvado lembra que apresentou a proposta de um modelo de disputa menos oneroso, mas “puseram-se a rir. Hoje, provavelmente comecem a dar-me razão”, lamentou, referindo também que “nem sequer olham para as dívidas da LMF, que vão em mais de 100 milhões de meticais. Porque entra um presidente, cumpre o mandado e saí. Entra um outro e faz a mesma coisa. A dívida vai crescendo”, frisou.
Salvado diz que, para o ano, a LMF manifesta organizar o Moçambola nos mesmos moldes. “Se não há dinheiro para terminar o presente campeonato, não sei como já há garantias para a próxima prova”, salientou.
O dirigente lembra dos arranjos para permitir a disputa da Taça de Moçambique, terminada sábado último. “Temos de agradecer o patrocinador da Taça de Moçambique pela compreensão, aceitando manter-se na prova, mesmo que o acordo inicial não fosse cumprido. Tivemos de fazer ajustes no decorrer da época para que a prova se realizasse dentro das indecisões da LMF. Se tivéssemos ficado de braços cruzados, a taça não teria acontecido”, disse.
Fonte: Jornaldesafio






