Resumo
O Instituto Nacional de Saúde capacitou técnicos em Tete sobre indicadores de clima e saúde na abordagem One Health. A formação visou a importância da coordenação entre setores devido às mudanças climáticas, com foco em indicadores de saúde humana, animal, vegetal e ambiental. Os participantes aprofundaram conhecimentos sobre clima, eventos extremos e utilização de indicadores locais, com práticas de estatística, análise de dados e Machine Learning. Exercícios práticos permitiram analisar a relação entre variáveis climáticas e doenças como malária e cólera. A formação incluiu atividades de campo para compreender a recolha de dados e melhorar indicadores. Este passo reforça as capacidades locais e nacionais para enfrentar desafios climáticos, demonstrando o compromisso do INS com a saúde pública e sistemas preparados para o futuro.
A Representante da Delegação Provincial do INS em Tete, Nádia Osman, que dirigiu a sessão de abertura, destacou a importância desta acção num contexto em que as mudanças climáticas representam uma ameaça crescente à saúde das populações, sobretudo nas províncias vulneráveis, como Tete.
“Há necessidade de uma actuação coordenada entre sectores, uma vez que a abordagem ‘One Health’ permite olhar para a saúde de forma integrada, considerando as interligações entre pessoas, animais, plantas e ambiente”, destacou.
Na ocasião, os participantes aprofundaram os seus conhecimentos sobre conceitos fundamentais relacionados com o clima, para além do impacto de eventos climáticos extremos, como cheias, seca, ciclones e ondas de calor.
Entre os principais focos da formação, destaca-se o desenvolvimento e a utilização de indicadores da saúde humana, animal, vegetal e ambiental, considerados essenciais para a monitoria dos impactos climáticos e produção de informação que apoie os processos de tomada de decisão.
Os formandos trabalharam na identificação de indicadores adaptados à realidade local e na sua aplicação prática, reforçando a importância da recolha de dados de qualidade e a sua análise integrada.
A formação incluiu, ainda, componentes práticas de estatística aplicada, análise de dados, modelação preditiva e introdução ao Machine Learning, utilizando a ferramenta RStudio.
Com recurso a exercícios práticos, os participantes analisaram a relação entre variáveis climáticas e doenças sensíveis ao clima, como a malária e a cólera, adquirindo competências para antecipar riscos e apoiar estratégias de prevenção e resposta.
Nos últimos três dias da formação, os formandos colocaram em prática os conhecimentos adquiridos, por meio da realização de actividades de campo, o que lhes permitiu compreender como os dados são recolhidos e a sua utilidade na melhoria dos indicadores definidos no âmbito da abordagem One Health.
A formação em alusão representa um passo importante no reforço das capacidades locais e nacionais para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Ao investir na formação de técnicos e na promoção da referida abordagem, o INS reafirma o seu compromisso com a protecção da saúde das populações e construção de sistemas melhor preparados para o futuro.
Fonte: INS





