Resumo
A guerra na Ucrânia, que está prestes a completar quatro anos, tem causado ataques à infraestrutura energética, afetando milhões de pessoas. A Organização Internacional para as Migrações alerta que cerca de 325 mil deslocados podem ser obrigados a fugir novamente nos próximos meses, com um terço considerando escapar para o estrangeiro. Com o inverno rigoroso e cortes de energia, as condições de vida são difíceis, levando muitos ucranianos a pensarem em sair do país devido a habitações danificadas e falta de eletricidade. A OIM destaca a importância de fornecer moradias seguras, energia fiável e serviços essenciais para garantir a segurança, sobrevivência e dignidade das pessoas afetadas pelo conflito. A organização apela à comunidade internacional para intensificar a assistência de inverno, reparos habitacionais, apoio aos meios de subsistência e serviços de saúde mental para evitar mais deslocamentos e promover a recuperação.
Segundo a Organização Internacional para Migrações, OIM, cerca de 325 mil retornados podem ser deslocados novamente nos próximos meses, sendo que um terço deles considera fugir para o exterior.
Inverno extremo e cortes de energia
A agência alerta para um contexto de deslocamentos massivos e afirma que, apesar do retorno de milhões de ucranianos, a população deslocada permanece alta, expondo muitas famílias a um novo êxodo.
A diretora-geral da OIM, Amy Pope afirmou que “moradia segura, energia confiável e serviços essenciais não são luxos, são fundamentais para a segurança, a sobrevivência e a dignidade das pessoas”.
Moradias danificadas e acesso limitado à eletricidade
Com as temperaturas de inverno caindo para -20°C, as moradias danificadas e o acesso limitado à eletricidade e ao aquecimento estão entre as principais razões citadas por muitos ucranianos que pensam em deixar o país.
As necessidades relacionadas ao inverno são generalizadas. Nas principais áreas de retorno, as famílias relataram escassez aguda de baterias portáteis, geradores e materiais para reparos residenciais.
Segundo a OIM as necessidades não atendidas ultrapassaram 90% em algumas regiões da linha de frente do conflito.
As pessoas que haviam retornado recentemente para casa foram particularmente afetadas, relatando maior dependência de estratégias de enfrentamento de crises e altos níveis de sofrimento psicológico.
Interrupções contínuas
Desde 2022, a OIM implementou uma resposta ampla, apoiando direta e indiretamente até 6,9 milhões de pessoas dentro do país, bem como milhões de outras em 11 países vizinhos.
Para evitar mais deslocamentos, a OIM insta a comunidade internacional a intensificar as medidas de resposta ao inverno, os reparos habitacionais, o apoio aos meios de subsistência e os serviços integrados de saúde mental e psicossocial. As necessidades são observadas especialmente nas áreas da linha de frente e com alto índice de retorno.
A OIM alertou que sem assistência rápida e adequada, as interrupções contínuas no fornecimento de energia podem desencadear mais deslocamentos e comprometer os esforços de recuperação.
Fonte: ONU






