Resumo
O aumento da dívida pública interna está a causar impactos estruturais na economia, competindo com o financiamento privado e limitando o investimento e crescimento económico. Atrasos nos pagamentos aumentam o risco associado aos instrumentos de financiamento estatais, levando a taxas de juro mais altas e a uma concessão de crédito mais restrita. A elevada liquidez bancária contrasta com a prudência na concessão de crédito, devido aos riscos crescentes. A combinação de pressão fiscal, risco inflacionista e política monetária prudente indica que o custo do dinheiro deverá manter-se elevado, condicionando o investimento e consumo. A sustentabilidade das finanças públicas é crucial para a confiança dos investidores e a estabilidade macroeconómica, sendo a gestão fiscal determinante para evitar agravamentos nas condições de financiamento. O equilíbrio entre as necessidades imediatas do Estado e as pressões sobre o mercado será crucial para o futuro económico, destacando-se a disciplina fiscal e a credibilidade institucional como fundamentais.
Fonte: O Económico






