Resumo
O endividamento público interno em Moçambique atingiu níveis preocupantes, ultrapassando a esfera fiscal e afetando o sistema financeiro. A dívida interna triplicou em quatro anos, atingindo cerca de 30% do PIB, refletindo fragilidades na mobilização de receitas e gestão pública. A acumulação de atrasados compromete a confiança dos investidores, levando a taxas de juro elevadas e rígidas. O Banco de Moçambique opta por não intervir no mercado cambial há mais de dois anos, acreditando que a estabilidade deve ser alcançada através da gestão de liquidez e taxas de juro, não por intervenções diretas. Esta abordagem visa manter a coerência e consistência das políticas económicas, considerando o câmbio como resultado das políticas macroeconómicas adotadas.
Fonte: O Económico






