Wednesday, January 7, 2026
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Dólar Dispara No Arranque De 2026 Enquanto Mercados Ignoram Venezuela E Focam-se Nos Dados Dos EUA

Resumo

O dólar norte-americano atingiu máximos de várias semanas em relação a várias moedas, devido à antecipação de dados macroeconómicos importantes para as taxas de juro da Reserva Federal dos EUA. A moeda dos EUA valorizou-se cerca de 0,3% em relação ao euro, negociando a 1,1682 dólares por euro, o nível mais alto desde 10 de dezembro. Alcançou também máximos de duas semanas face ao iene japonês, franco suíço e dólar canadiano. Apesar da situação na Venezuela, os mercados cambiais focaram-se nos dados económicos dos EUA, em especial no índice ISM da indústria transformadora e no relatório mensal do emprego, que são cruciais para a política monetária da Fed. Os investidores estão mais atentos aos indicadores económicos do que aos riscos geopolíticos imediatos.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Moeda norte-americana atinge máximos de várias semanas, à medida que investidores antecipam dados macroeconómicos decisivos para a trajectória das taxas de juro da Reserva Federal.

O dólar norte-americano arrancou a primeira semana completa de negociação de 2026 com uma valorização expressiva face às principais moedas, num movimento impulsionado pela expectativa em torno de uma série de indicadores macroeconómicos dos Estados Unidos que poderão ser determinantes para a orientação da política monetária da Reserva Federal.

Segundo dados de mercado, a moeda norte-americana subiu cerca de 0,3% face ao euro, negociando em torno de 1,1682 dólares por euro, depois de ter tocado o nível mais forte desde 10 de Dezembro. O dólar atingiu igualmente máximos de duas semanas face ao iene japonês, ao franco suíço e ao dólar canadiano, alcançando níveis próximos de 157,3 ienes, 0,7951 francos suíços e 1,3777 dólares canadianos, respectivamente .

Apesar da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela durante o fim-de-semana e da captura do Presidente Nicolás Maduro, os mercados cambiais mostraram-se largamente indiferentes ao risco geopolítico imediato. Os investidores optaram por concentrar-se nos fundamentos macroeconómicos, em particular na robustez recente dos dados da economia norte-americana.

“O mercado cambial não está a reagir tanto aos riscos associados à Venezuela, mas sim ao que os dados económicos dos EUA poderão indicar sobre o rumo da política monetária da Fed”, afirmou Kyle Rodda, analista sénior de mercados financeiros da Capital.com, citado pela Reuters.

Dados Dos EUA E Expectativas Sobre A Fed

A semana inicia-se com a divulgação do índice ISM da indústria transformadora e culmina com o relatório mensal do emprego (non-farm payrolls), um dos indicadores mais acompanhados pelos mercados globais. Uma sucessão de dados resilientes tem levado os investidores a reconsiderar a velocidade dos cortes das taxas de juro nos Estados Unidos ao longo de 2026.

De acordo com cálculos da LSEG baseados em futuros, os mercados continuam a antecipar dois cortes de juros este ano, embora a probabilidade de um ritmo mais lento tenha vindo a ganhar peso nas últimas semanas. Esta expectativa contribui para sustentar o diferencial de taxas de juro entre os Estados Unidos e outras economias avançadas, reforçando a atractividade do dólar.

A atenção dos investidores está igualmente centrada na escolha do próximo presidente da Reserva Federal, uma vez que o mandato de Jerome Powell termina em Maio. O Presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que anunciará o seu candidato ainda este mês, defendendo uma orientação monetária mais favorável a juros significativamente mais baixos.

Euro E Iene Sob Pressão Relativa

No mesmo período, o euro manteve-se sob pressão face ao dólar, reflectindo um diferencial persistente de crescimento e de política monetária entre a zona euro e os Estados Unidos. Já o iene japonês continuou a evidenciar fragilidade, apesar das declarações do governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, reafirmando que a autoridade monetária continuará a subir taxas caso a evolução económica e inflacionista siga as previsões oficiais.

Ainda assim, o mercado interpreta que o ritmo de normalização monetária no Japão permanecerá gradual, mantendo o diferencial de rendimentos favorável ao dólar no curto prazo.

Um Início De Ano Marcado Pela Força Do Dólar

O comportamento do mercado cambial em 05 de Janeiro de 2026 confirma um início de ano marcado pela força do dólar, sustentada mais por expectativas de política monetária e dados macroeconómicos do que por choques geopolíticos pontuais. A trajectória da moeda norte-americana ao longo das próximas semanas dependerá, em larga medida, da confirmação — ou não — de que a economia dos EUA continua suficientemente robusta para justificar uma abordagem mais cautelosa da Fed na redução das taxas de juro.

Fonte: O Económico

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