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Empresários Querem Internacionalizar Feira Económica De Nampula E Posicionar Província Como “FACIM Do Norte”

Resumo

A VII edição da Feira Económica de Nampula (FENA) decorrerá em junho com 300 expositores, visando tornar Nampula num centro estratégico de negócios em Moçambique. O evento, que terá lugar entre 23 e 28 de junho, pretende internacionalizar-se e transformar-se numa "FACIM do Norte", com foco no agro-negócio e nutrição. A FENA será realizada em conjunto com a Conferência Internacional de Agro-negócio e Nutrição (CINA), com o objetivo de promover negócios, captar investimentos e fortalecer as cadeias de valor locais. O município de Nampula está a melhorar infraestruturas e mobilidade para receber os cerca de 10 mil visitantes esperados, o que poderá impulsionar setores como hotelaria, restauração e comércio local, contribuindo para a imagem de Nampula como destino de investimento.

VII edição da FENA decorre em Junho com 300 expositores e ambição de transformar Nampula em centro estratégico de negócios

A classe empresarial de Nampula pretende elevar a Feira Económica local (FENA) a um novo patamar, com ambição declarada de a transformar numa plataforma de alcance nacional e internacional, capaz de projectar a província como centro estratégico de negócios em Moçambique.

Segundo a AIM , o presidente do Conselho Empresarial de Nampula (CEP), afiliado da CTA, Shakeel Ahmed, afirmou que a VII edição da FENA, a realizar-se entre 23 e 28 de Junho, deverá marcar o início de um processo de internacionalização do certame.

A iniciativa decorrerá em simultâneo com a segunda Conferência Internacional de Agro-negócio e Nutrição (CINA), sob o lema “fazer de Nampula um centro de transformação da economia, rumo ao desenvolvimento sustentável.

Uma “FACIM Do Norte”?

A visão apresentada pelos organizadores é clara: transformar a FENA numa espécie de “FACIM do Norte”, com maior impacto económico e projecção nacional e internacional.

De acordo com Ahmed, a realização conjunta da FENA e da CINA traduz uma abordagem integrada de promoção empresarial, industrial e comercial, criando uma plataforma concreta para geração de negócios, captação de investimentos, inovação e fortalecimento das cadeias de valor locais.

A ambição é atrair expositores, investidores e parceiros de todo o país e do estrangeiro, posicionando Nampula como palco central de negócios em Moçambique.

Agro-negócio Como Eixo Estratégico

A realização simultânea da CINA confere um foco particular ao agro-negócio e à nutrição, sectores considerados estruturantes para a economia da província e para o desenvolvimento sustentável.

Nampula é frequentemente apontada como uma das províncias com maior potencial agrícola do país, tanto em termos de produção alimentar como de culturas de rendimento. A articulação entre feira empresarial e conferência sectorial poderá contribuir para dinamizar investimentos nas cadeias agro-industriais, promover inovação e reforçar ligações entre produtores, transformadores e mercados.

Infra-estruturas E Mobilidade

O município da cidade de Nampula anunciou intervenções infra-estruturais para melhorar as condições de acolhimento dos visitantes e expositores.

O edil Luís Giquira referiu que já foram asfaltados 15,8 quilómetros de estradas e requalificados 76,3 mil metros quadrados de passeios, estando prevista ainda a introdução de uma nova frota de transportes públicos para reforçar a mobilidade urbana durante os eventos .

Impacto Económico Esperado

A organização prevê a participação de cerca de 10 mil visitantes e 300 expositores, ao longo de seis dias de actividades que incluirão conferências, encontros de negócios e espaços culturais e gastronómicos .

Para além da dimensão promocional, o sucesso da FENA poderá traduzir-se em ganhos directos para sectores como hotelaria, restauração, transporte e comércio local, bem como na consolidação da imagem de Nampula como destino de investimento.

A tentativa de internacionalização da feira insere-se numa estratégia mais ampla de descentralização do dinamismo económico nacional, tradicionalmente concentrado no sul do país, procurando afirmar o norte como eixo relevante de transformação produtiva.

Fonte: O Económico

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