InícioNacionalSociedadeESTRANGEIROS ACUSADOS DE CRIAR INSTABILIDADE E FACILITAR EXPLORAÇÃO ILEGAL DE OURO

ESTRANGEIROS ACUSADOS DE CRIAR INSTABILIDADE E FACILITAR EXPLORAÇÃO ILEGAL DE OURO

Resumo

A administradora do distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, Moçambique, denunciou a ação de estrangeiros que aliciam jovens para causar desordem social e facilitar a exploração ilegal de ouro. O recrutamento acontece em Nairoto, com os suspeitos a disseminar informações falsas sobre a cólera para instigar o caos. Jovens são atraídos com dinheiro para trabalhar nas minas, entregando o ouro aos recrutadores. Após atos de vandalismo, dois líderes foram detidos, levando ao abandono temporário de funções por receio de segurança. A administradora apelou à juventude para rejeitar promessas de ganhos fáceis, alertando para os riscos à soberania nacional.

Por: Gentil Abel

A administradora do distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, denunciou a actuação de cidadãos estrangeiros alegadamente envolvidos no aliciamento de jovens para promover desordem social, com o intuito de facilitar a exploração ilegal de ouro.

De acordo com Genuína Nangundo, citada pela Rádio Moçambique, o recrutamento tem ocorrido no posto administrativo de Nairoto. Sem avançar a origem dos suspeitos, a responsável explicou que, além do aliciamento, os mesmos têm recorrido à disseminação de informações falsas sobre a cólera como forma de incentivar o caos nas comunidades.

Segundo a administradora, os jovens são atraídos com dinheiro e levados a trabalhar nas minas, onde acabam por extrair ouro que é posteriormente entregue aos supostos recrutadores, que assumem o controlo das operações. No seguimento de actos de vandalismo registados recentemente incluindo a destruição da sede e da residência do chefe da localidade de Macololo, pelo menos dois indivíduos apontados como líderes já foram detidos.

Nangundo referiu ainda que a propagação de desinformação sobre a cólera foi usada como estratégia para fragilizar a governação local e criar um ambiente de instabilidade, permitindo a continuidade das actividades ilegais.

Face ao clima de insegurança, o chefe do posto administrativo de Nairoto e o líder da localidade de Macololo abandonaram temporariamente as suas funções, temendo pela própria segurança.

A administradora apelou à juventude para que rejeite promessas de ganhos fáceis, alertando para os riscos que tais práticas representam para a soberania e integridade territorial do país. “É importante que os jovens não se deixem enganar. O futuro da nação não pode ser comprometido por interesses imediatos”, concluiu.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Primeira-Dama defende aprimoramento de mecanismos para a "sã convivência" no país

0
A Primeira-Dama da República defende o aprimoramento dos mecanismos para promover uma convivência saudável, apesar das diferenças de opinião na sociedade....
- Advertisment -spot_img