Resumo
A FAO pretende angariar 23,5 milhões de euros para ajudar 620 mil pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique, focando-se na recuperação das áreas agrícolas no Sul e Centro do país. A intervenção visa repor meios de produção agrícola, como sementes e ferramentas, para permitir que as famílias retomem a produção rapidamente. A falta de resposta rápida pode levar a dificuldades acrescidas de acesso a alimentos. A FAO destaca a necessidade de financiamento e apela ao apoio internacional para implementar o plano de resposta, defendendo também medidas de resiliência climática para proteger o setor agrícola. Enquanto se procuram recursos, as comunidades afetadas dependem de ajuda humanitária, sendo a recuperação agrícola crucial para combater a insegurança alimentar e a pobreza nas áreas mais atingidas.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura estima mobilizar 23,5 milhões de euros para prestar assistência urgente a cerca de 620 mil pessoas afectadas pelas cheias que devastaram extensas áreas agrícolas em Moçambique, com maior incidência nas regiões Sul e Centro do país. A informação surge num contexto de agravamento da vulnerabilidade alimentar, após semanas de precipitação intensa que comprometeram culturas de subsistência e infra-estruturas de apoio à produção rural.
Segundo dados avançados pela FAO e citados por agências internacionais, a intervenção prevista deverá incidir sobretudo na reposição de meios de produção agrícola, incluindo sementes, ferramentas e apoio técnico, com o objectivo de permitir que as famílias afectadas retomem a actividade produtiva no mais curto espaço de tempo possível. A organização alerta que, sem uma resposta rápida, milhares de agregados familiares poderão enfrentar dificuldades acrescidas de acesso a alimentos nos próximos meses.
Informações tornadas públicas por instituições nacionais indicam que as cheias destruíram campos agrícolas em fase crítica de produção, comprometendo colheitas e rendimentos de pequenos produtores, num país onde a agricultura familiar continua a ser a principal fonte de sustento para a maioria da população rural. As perdas registadas agravam um cenário já marcado por choques climáticos recorrentes, incluindo secas e ciclones, que fragilizam a segurança alimentar.
A FAO sublinha que o financiamento ainda está em fase de mobilização e apela ao apoio de parceiros internacionais para garantir a implementação atempada do plano de resposta. Paralelamente, defende a necessidade de reforçar medidas de resiliência climática, de modo a reduzir o impacto de fenómenos extremos sobre o sector agrícola, considerado estratégico para a economia e estabilidade social do país.
Enquanto decorrem os esforços para assegurar os recursos necessários, comunidades afectadas continuam a depender de apoio humanitário, num contexto em que a recuperação agrícola é vista como elemento-chave para travar o agravamento da insegurança alimentar e da pobreza nas zonas mais atingidas.






