Resumo
O Governo moçambicano está a intensificar as negociações com a empresa australiana South32 para evitar a suspensão da Mozal, a maior fundição de alumínio do país, devido a um impasse energético prolongado. A South32 ameaçou suspender a atividade da unidade por falta de um acordo energético sustentável, o que acarretaria um custo estimado em 60 milhões de dólares. O ministro dos Recursos Minerais e Energia afirmou que o Executivo está empenhado em manter a Mozal em funcionamento, destacando a importância estratégica da unidade para a economia nacional. A falta de um acordo de fornecimento de energia competitivo e previsível tem sido o principal obstáculo nas negociações. A Mozal é crucial para as exportações, o emprego e a balança externa, sendo o desfecho das negociações considerado um teste à política industrial e energética do país.
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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Executivo intensifica negociações com a australiana South32 para evitar suspensão da maior unidade industrial do país, num contexto de impasse energético prolongado.
O Governo moçambicano assegurou esta segunda-feira que está a “fazer tudo o que é necessário” para garantir a continuidade operacional da Mozal, a maior fundição de alumínio do país, após a australiana South32 ter anunciado a possibilidade de suspender a actividade por falta de um acordo energético sustentável, segundo avançou a Reuters.
Pressão máxima para evitar suspensão da Mozal
Falando à imprensa à margem de uma conferência na Cidade do Cabo, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, afirmou que o Executivo está empenhado em encontrar uma solução que permita manter a Mozal em funcionamento, sublinhando a importância estratégica da unidade para a economia nacional.
A declaração surge depois de a South32 ter comunicado, em Dezembro, que colocaria a Mozal em regime de care and maintenance a partir de Março, uma decisão que implicaria um custo extraordinário estimado em 60 milhões de dólares.
Energia no centro do impasse
O impasse reside na ausência de um acordo de fornecimento de energia eléctrica competitivo e previsível, condição essencial para uma operação intensiva em consumo energético como a da Mozal. A empresa tem estado envolvida, há vários anos, em negociações prolongadas com o Governo e fornecedores de energia, sem que tenha sido alcançada uma solução estrutural, refere a Reuters.
Activo estratégico para a economia nacional
A Mozal é um dos principais activos industriais do país, com impacto directo nas exportações, no emprego e na balança externa. Uma interrupção prolongada da actividade teria implicações significativas para o crescimento económico e para a confiança dos investidores.
Teste à política industrial e energética
O desfecho das negociações é visto como um teste à capacidade do Estado de conciliar objectivos de industrialização com um modelo energético sustentável e competitivo, num momento em que o país procura reforçar a sua atractividade para investimento industrial de grande escala.
Fonte: O Económico





