Resumo
O Ministério da Saúde de Moçambique lançou uma iniciativa em parceria com o Governo do Japão e o Hospital Nipo-Brasileiro para melhorar a manutenção de equipamentos hospitalares no Sistema Nacional de Saúde. O projeto começou com uma fase-piloto em seis hospitais e visa expandir-se por todo o país ainda este ano, com foco na Central Nacional de Manutenção. A engenharia clínica é destacada como crucial para a segurança dos pacientes. A Agência Japonesa de Cooperação Internacional propõe uma estratégia integrada para superar desafios como inventários desatualizados e falta de peças de reposição. O Japão reafirmou o compromisso de apoiar o fortalecimento do setor da saúde, fornecendo equipamentos e formação especializada a técnicos moçambicanos.
O Ministério da Saúde apresentou, em Maputo, uma iniciativa destinada a melhorar a manutenção de equipamentos hospitalares no Sistema Nacional de Saúde (SNS). O projecto conta com o apoio do Governo do Japão, por meio da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), e com a parceria do Hospital Nipo-Brasileiro, segundo informou a Agência de Informação de Moçambique.
Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que a iniciativa é estratégica para garantir maior eficiência no funcionamento das unidades sanitárias. Assim sendo, o projecto inicia com uma fase-piloto em seis hospitais localizados nas províncias do Niassa, Cabo Delgado e Gaza, além do Hospital Central de Maputo.
De acordo com o governante, a intenção é alargar gradualmente o programa a todo o país ainda este ano. Desta feita, está igualmente previsto o reforço da Central Nacional de Manutenção, considerada peça-chave para assegurar maior controlo e durabilidade dos equipamentos médicos.
O ministro recordou ainda que a medida está alinhada com as orientações do Presidente da República, Daniel Chapo, que tem defendido a mobilização de recursos e o estabelecimento de parcerias para fortalecer o SNS.
Por seu turno, o superintendente-geral do Hospital Nipo-Brasileiro, Sérgio Okamoto, afirmou que investir na manutenção é garantir melhor qualidade nos cuidados de saúde. Segundo explicou, a engenharia clínica desempenha um papel essencial, mesmo que muitas vezes não seja visível, pois contribui directamente para a segurança dos pacientes e para a redução de falhas técnicas.
No entanto, o representante residente da JICA, Kazuki Otsuka, apontou vários desafios ainda existentes, como inventários desactualizados, carência de peças de reposição e ausência de planos regulares de manutenção preventiva. Para ultrapassar essas dificuldades, a agência propõe uma estratégia integrada que inclui inventariação rigorosa, manutenção programada, capacitação técnica contínua e sustentabilidade financeira. Até ao momento, cerca de 30 técnicos moçambicanos já receberam formação especializada.
Por fim, o embaixador do Japão em Moçambique, Keiji Hamada, reafirmou o compromisso do seu país em apoiar o fortalecimento institucional do sector da saúde. Na ocasião, foram entregues equipamentos informáticos e instrumentos técnicos às unidades abrangidas, passo considerado fundamental para garantir a implementação eficaz do projecto.






