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Governo Mobiliza 3,5 Mil Milhões De Dólares Para Repor Rede Rodoviária Após Cheias

O Executivo revê em alta o esforço financeiro necessário para a recuperação das estradas nacionais, com destaque para a EN1, após os danos provocados pelas cheias, assumindo a reposição da conectividade como prioridade económica e logística.

O Governo moçambicano está a mobilizar cerca de 3,5 mil milhões de dólares norte-americanos para a reposição da rede de estradas nacionais, incluindo a Estrada Nacional Número Um (EN1) e diversas vias regionais, após os danos provocados pelas recentes cheias que afectaram várias regiões do país, anunciou esta terça-feira o ministro dos Transportes e Logística.

Revisão Em Alta Do Esforço Financeiro Para Infra-Estruturas Rodoviárias

Segundo o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, o Executivo tinha aprovado em 2025 um plano de intervenção avaliado em cerca de 1,2 mil milhões de dólares para troços da EN1 e algumas estradas regionais, mas os estragos adicionais provocados pelas cheias obrigaram a uma revisão substancial do montante necessário.

“O custo total para repor toda a rede ascende agora a 3,5 mil milhões de dólares. É esse o valor que estamos a mobilizar no mercado”, afirmou o governante, à margem das celebrações centrais do Dia dos Heróis Moçambicanos, em Maputo.

EN1 No Centro Das Prioridades De Conectividade Nacional

A Estrada Nacional Número Um, eixo estruturante da economia e da mobilidade nacional, permanece no centro das preocupações do Governo, dada a sua importância para a circulação de pessoas, bens e serviços entre o sul, centro e norte do país.

O ministro informou que a via alternativa de Chibuto já se encontra operacional e que equipas técnicas continuam no terreno a realizar intervenções pontuais para aliviar a pressão da água e garantir a transitabilidade, numa lógica de “transição controlada” destinada a assegurar maior fluidez e integração com a província de Gaza.

Reposição Da Ligação Xai-Xai–Maputo Mantém-Se No Calendário

Relativamente à interrupção da ligação rodoviária entre Xai-Xai e Maputo, provocada pelo aumento do caudal do rio Incomáti e pelas inundações no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo, Matlombe assegurou que os trabalhos prosseguem conforme planeado.

Segundo o governante, não há alterações ao calendário anunciado, mantendo-se a previsão de reposição da circulação rodoviária, apesar da complexidade técnica das intervenções em curso.

Modernização Dos Serviços De Transportes Até Meados De 2026

À margem do tema das infra-estruturas rodoviárias, o ministro reconheceu a existência de deficiências nos sistemas de marcação de exames para a obtenção de cartas de condução, registadas entre Outubro e Dezembro de 2025, confirmando que está em curso um processo de modernização dos serviços do INATRO.

De acordo com o governante, até ao final do primeiro semestre de 2026 deverão estar operacionais novos sistemas para a emissão de cartas de condução, integração de livretes e registos de propriedade, bem como a instalação de câmaras de vigilância, no quadro da modernização administrativa do sector.

Carta De Condução Com Custos Mais Acessíveis

O ministro anunciou igualmente que a carta de condução passará a ser disponibilizada a um preço mais acessível, com taxas definidas pelo Governo, sublinhando que a medida visa salvaguardar o interesse público.

“A carta de condução não terá o preço actual. Estamos a lutar pelo interesse público”, afirmou.

Logística Ferroviária Mantém Foco No Transporte De Carga

Sobre a ligação ferroviária sul–norte, Matlombe esclareceu que a malha ferroviária nacional foi concebida prioritariamente para o transporte de carga e logística, sendo o transporte de passageiros uma actividade complementar.

“Vamos conectar o país para garantir a logística nacional. Este programa está no plano do Governo e será implementado independentemente de mudanças ministeriais”, assegurou.

O Executivo sublinha que o conjunto das medidas em curso responde a uma lógica de interesse público, recuperação económica e reforço da resiliência das infra-estruturas, num contexto em que os eventos climáticos extremos continuam a pressionar a rede logística nacional.

Fonte: O Económico

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