Resumo
O Governo da província de Inhambane expressou a urgência de aumentar o acesso da população ao gás natural, considerando os resultados limitados após mais de uma década de exploração. Apenas cerca de três mil ligações de gás canalizado foram estabelecidas em 15 anos, levando o governador Francisco Manuel Pagula a considerar a situação inaceitável. Medidas são defendidas para expandir as ligações domésticas e reduzir o custo de vida das famílias, apesar das limitações financeiras e territoriais. O gás canalizado é visto como uma alternativa mais económica e segura em comparação com outras fontes como o carvão e a lenha, podendo trazer benefícios ambientais. Apesar dos investimentos sociais, a falta de benefícios diretos para a comunidade local gera pressão política e social, destacando a necessidade de traduzir o potencial económico em ganhos palpáveis para a população.
O Governo da província de Inhambane defende a necessidade de acelerar o acesso da população ao gás natural, considerando insuficientes os resultados obtidos mais de uma década após o arranque da exploração deste recurso energético. A posição foi manifestada pelo governador Francisco Manuel Pagula, que classificou como inaceitável o facto de existirem apenas cerca de três mil ligações de gás canalizado decorridos aproximadamente 15 anos desde o início da actividade extractiva na província.
Segundo a informação avançada pela imprensa nacional, a preocupação do executivo provincial centra-se na discrepância entre a abundância do recurso e o impacto efectivo na vida das comunidades locais, defendendo-se medidas urgentes para massificar as ligações domésticas e permitir que o gás contribua para a redução do custo de vida das famílias.
Dados institucionais indicam que, apesar de sucessivas fases de expansão da rede, o número de consumidores domésticos de gás canalizado no norte da província situa-se pouco acima das três mil ligações, com forte procura ainda por satisfazer devido a limitações financeiras, custos de material e problemas de ordenamento territorial.
A defesa da massificação surge num contexto em que o gás canalizado é apontado como alternativa mais barata e segura face ao carvão, lenha e gás de botija, podendo gerar poupanças significativas para os agregados familiares e impactos ambientais positivos associados à redução do uso de biomassa.
Paralelamente, iniciativas ligadas ao sector extractivo têm procurado reforçar o benefício comunitário directo, incluindo investimentos sociais e projectos financiados com receitas provenientes do petróleo e gás, embora estes ainda sejam considerados insuficientes perante as expectativas locais.
A posição do governador evidencia um debate recorrente na governação dos recursos naturais em Moçambique: a necessidade de converter potencial económico em ganhos tangíveis para a população. No caso de Inhambane, província que acolhe importantes projectos de exploração de gás, a pressão política e social tende a aumentar à medida que persiste a percepção de que o ritmo de expansão do acesso doméstico não acompanha a relevância estratégica do recurso.






