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INTERESSE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA NO PETRÓLEO VENEZUELANO FRENTE A CHINA, RÚSSIA E IRÃ

Resumo

Os Estados Unidos têm interesse no petróleo da Venezuela devido às suas grandes reservas, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, superando as da Arábia Saudita e do Irã. A compatibilidade entre o petróleo venezuelano e as refinarias dos EUA na Costa do Golfo é um ponto relevante, facilitando importações significativas. A proximidade geográfica entre os países reduz custos logísticos em comparação com outras fontes distantes, como o Médio Oriente e África, reforçando a segurança energética dos EUA. Além disso, os interesses americanos visam contrabalançar a influência de potências como China, Rússia e Irã na Venezuela, que têm laços económicos e comerciais com o país. Estas potências têm sido importantes compradores e financiadores da indústria petrolífera venezuelana, o que motiva a estratégia dos EUA de diversificar as fontes energéticas.

Por: Gentil Abel

O interesse dos Estados Unidos no petróleo da Venezuela pode estar fortemente ligado ao facto de o país sulamericano deter as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, superando as reservas da Arábia Saudita e do Irã e posicionandoo como um actor de peso no mercado energético global.

Nesse contexto, a compatibilidade entre o tipo de petróleo venezuelano e as capacidades industriais dos Estados Unidos também tem peso. Grande parte do petróleo venezuelano é extrapesado, um tipo que historicamente se alinha bem com as refinarias localizadas na Costa do Golfo dos EUA, projectadas para processar esse tipo de crude. Antes da escalada de tensões, essa afinidade permitiu volumes significativos de importação norte-americana de petróleo venezuelano.

Por outro lado, a proximidade geográfica entre os dois países reduz os custos logísticos e de transporte em comparação com fontes muito distantes, como Oriente Médio e África. Isso configura um elemento adicional de segurança energética, potencialmente reduzindo vulnerabilidades a choques externos e dependência de fornecedores distantes. Assim sendo, o acesso a reservas venezuelanas poderia reforçar a estratégia de diversificação de fontes do mercado energético dos Estados Unidos.

Entretanto, os interesses dos EUA não se limitam à dimensão puramente energética. De facto, a política americana tem procurado contrabalançar a influência de outras potências na Venezuela, nomeadamente China, Rússia e Irã, que nos últimos anos aprofundaram laços econômicos e comerciais com Caracas. Por exemplo, Pequim tornou-se um dos mais importantes compradores de petróleo venezuelano e financiadores de sua indústria, com grandes volumes exportados ao longo da última década em troca de empréstimos e créditos.

Em paralelo, a Rússia e o Irã mantiveram parcerias de largo prazo com a Venezuela, incluindo participação em projectos de infraestrutura e fornecimento de diluentes essenciais para o processamento do petróleo extrapesado venezuelano. Esses acordos têm sido vistos em Washington como contrários à esfera tradicional de influência americana nas Américas.

Assim sendo, a política dos Estados Unidos tem procurado reverter esse cenário. A recente operação militar que resultou na detenção do presidente venezuelano e na tentativa de reorganização do poder político em Caracas foi justificada por autoridades americanas como parte de um esforço para estabilizar o país e reorganizar sua economia em linha com princípios democráticos e de mercado. No entanto, críticos argumentam que a intenção declarada de controlar ou gerir o fluxo de petróleo e direcionar receitas por meio de contas sob supervisão americana coloca a questão energética no centro das motivações.

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