Resumo
O INTIC está a capacitar professores do ensino básico e técnico-profissional em matérias de cibercrime, com o objetivo de promover uma navegação segura e responsável no espaço digital. A formação visa dotar os docentes de conhecimentos técnicos e pedagógicos para atuarem como agentes de prevenção nas escolas, fomentando uma cultura de segurança digital. A iniciativa pretende que os participantes se comprometam ativamente a serem pontos focais de prevenção de crimes digitais, contribuindo para a proteção das crianças online. A UNODC sublinhou a importância de proteger as crianças dos riscos online, recomendando atividades em família, limites no uso de dispositivos digitais e adiamento da aquisição de smartphones para crianças.
INTIC capacita Professores em matérias de cibercrime
Decorre, de 26 e 27 de Fevereiro de 2026, no Hotel Avenida, em Maputo, uma acção de formação dirigida a professores do ensino básico e técnico-profissional em matérias de cibercrime, com o objectivo de reforçar a sua capacidade de orientar os alunos para uma navegação segura e responsável no espaço digital.
A iniciativa visa doptar os os professores e formadores de conhecimentos técnicos e pedagógicos que lhes permitam actuar como agentes de prevenção nas suas instituições de ensino, promovendo uma cultura de segurança digital junto das comunidades escolares.
A sessão de abertura foi presidida por Zulmira Macamo, Administradora Executiva para o Pelouro Corporativo no INTIC, que destacou que a formação pretende ir além da componente técnica.
Segundo Zulmira Macamo, o objectivo é que cada participante saia da capacitação “não apenas com conhecimento técnico, mas com um compromisso activo. Tornar-se ponto focal de prevenção de crimes no espaço digital na escola em que está afecto”. Acrescentou que a instituição pretende “construir uma comunidade nacional de educadores capazes de identificar riscos, prevenir incidentes e orientar alunos e famílias para um uso responsável da Internet, como forma de reduzir riscos que esta camada corre no espaço digital”.


Macamo sublinhou ainda que a protecção das crianças no ambiente digital exige uma actuação coordenada entre escola, família e instituições do Estado.
Para tal, considerou fundamental o fortalecimento dos mecanismos de comunicação entre professores e encarregados de educação, promovendo uma cultura de corresponsabilidade na formação de cidadãos digitais conscientes e resilientes.
Na ocasião, a representante do UNODC, Marie-Line, defendeu a necessidade de decisões firmes para proteger as crianças dos riscos associados ao ambiente digital. Segundo afirmou, “é imperativo consciencializar os menores sobre os perigos online e reconhecer a protecção infantil como uma prioridade.
Entre as recomendações apresentadas, destacou a importância de revalorizar as actividades em família, com intenção e presença efectiva; incentivar a participação em actividades desportivas, artísticas e comunitárias; estabelecer limites claros para o tempo de utilização de dispositivos digitais; e adiar, tanto quanto possível, a aquisição do primeiro smartphone para crianças.
Fonte: INTC






