Resumo
O Japão vai disponibilizar 1,4 milhões de dólares para apoiar o sistema de saúde em Cabo Delgado, beneficiando mais de 500 mil pessoas e incluindo formação de profissionais. A iniciativa visa melhorar o acesso a cuidados básicos numa província afetada por várias crises, sendo parte de projetos das Nações Unidas financiados pelo Governo japonês em colaboração com o Executivo moçambicano. Quatro projetos serão desenvolvidos, abrangendo saúde, água, saneamento, higiene e empoderamento feminino, com foco não só nas necessidades imediatas, mas também no fortalecimento das comunidades. A intervenção inclui melhorias na resposta a emergências médicas em Cabo Delgado, com formação de profissionais e disponibilização de ambulâncias nos distritos de Balama, Meluco e Pemba. O apoio japonês é considerado crucial face às múltiplas pressões humanitárias e sociais que Moçambique enfrenta, especialmente após a época chuvosa e ciclónica 2025-2026.
Japão vai disponibilizar 1,4 milhões de dólares para apoiar o sistema de saúde em Cabo Delgado, numa iniciativa que também inclui a formação de profissionais e que deverá alcançar mais de 500 mil pessoas. O objectivo é melhorar o acesso a cuidados básicos, sobretudo numa província que continua a enfrentar várias crises.
O anúncio foi feito em Maputo, durante a apresentação de um conjunto de projectos das Nações Unidas financiados pelo Governo japonês, em articulação com o Executivo moçambicano. Assim sendo, a iniciativa reforça a cooperação entre as partes e insere-se num esforço conjunto para responder a desafios humanitários no país.
No total, serão desenvolvidos quatro projectos, cada um sob responsabilidade de uma agência das Nações Unidas. As intervenções vão abranger áreas como saúde, água, saneamento, higiene e empoderamento feminino. Desta feita, a aposta recai não só na resposta imediata às necessidades das populações, mas também no fortalecimento da capacidade das comunidades para enfrentar futuras adversidades.
De acordo com o embaixador do Japão em Moçambique, Keiji Hamada, uma das prioridades será melhorar a resposta a emergências médicas em Cabo Delgado. O diplomata explicou que o acesso a cuidados urgentes ainda representa um grande desafio, motivo pelo qual a iniciativa deverá beneficiar directamente mais de meio milhão de pessoas.
No entanto, o projecto prevê acções concretas no terreno. A intervenção será implementada nos distritos de Balama, Meluco e Pemba, onde serão disponibilizadas três ambulâncias e assegurada a formação de profissionais, incluindo motoristas e enfermeiros. Assim sendo, espera-se reduzir o tempo de resposta em situações críticas e facilitar o acesso aos serviços de saúde.
Keiji Hamada destacou que muitos pacientes enfrentam actualmente dificuldades para chegar a unidades sanitárias em situações de emergência, situação que deverá melhorar com esta iniciativa. Desta feita, acredita-se que o reforço dos meios e da capacitação técnica terá impacto directo na qualidade do atendimento prestado.
Por sua vez, a coordenadora-residente das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, referiu que o apoio do Japão tem sido constante e importante para as acções da organização no país. Indicou ainda que parte dos projectos será implementada também nos distritos de Chiúre e Eráti, alargando o alcance das intervenções.
Já a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Luísa Meque, considerou o financiamento um contributo importante para responder às necessidades das populações afectadas. No entanto, lembrou que os desafios continuam elevados, sobretudo devido ao impacto da época chuvosa e ciclónica 2025-2026.
Segundo dados apresentados, mais de um milhão de pessoas foram afectadas neste período, com o registo de 306 mortos e 351 feridos. Assim sendo, o apoio anunciado surge num momento crucial, numa altura em que o país continua a lidar com múltiplas pressões humanitárias e sociais.






