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Kóxukhuro diz que confrontos entre polícias e garimpeiros resultaram em 38 mortos em Mogovolas

Resumo

A organização Kóxukhuro, sediada em Nampula, reporta 38 mortos e 13 feridos nos confrontos entre a Polícia da República de Moçambique e garimpeiros em Mogovolas. A organização contesta os números oficiais da polícia, que indicavam sete mortos, afirmando que as vítimas não tinham filiação partidária. A Kóxukhuro está a reunir provas para responsabilizar criminalmente os agentes envolvidos. A Polícia da República de Moçambique não comentou as novas informações, mantendo a posição de sete mortos. Os confrontos ocorreram no regulado de Maraca, no posto administrativo de Yuluti. A organização da sociedade civil está a investigar o incidente para garantir justiça.

Organização da sociedade civil Kóxukhuro, com sede na cidade de Nampula, diz que morreram 38 pessoas nos confrontos entre a Polícia da República de Moçambique e os garimpeiros, no distrito de Mogovolas. A organização relata ainda terem havido 13 feridos devido aos confrontos.

A acusação foi feita esta segunda-feira, em conferência de imprensa, após a Polícia da República de Moçambique ter anunciado a morte de sete pessoas durante um confronto entre a corporação e garimpeiros ilegais no regulado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas em Nampula.

Segundo a Kóxukhuro, os números partilhados  pela polícia não correspondem à realidade no terreno, tendo afirmado que os números de mortos é de 38 pessoas, para além de outras 13 que ficaram feridos.

A organização da sociedade civil afirma que as vítimas mortais não possuíam cartões partidários, contrariando informações anteriormente divulgadas pela PRM, segundo as quais haviam membros de partidos políticos da oposição em Moçambique, com destaque para o delegado do PODEMOS naquele distrito.

Por outro lado, a organização Kóxukhuro garante que já está a recolher provas com vista à responsabilização criminal dos agentes  alegadamente envolvidos.

A nossa equipa de reportagem contactou a Polícia da República de Moçambique para reagir a estas novas informações, mas até ao fecho desta edição, na noite desta segunda-feira, não se mostrou disponibilidade.

No entanto, em contacto telefónico o Chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial reiterou os números de mortos anunciados na semana passada, nomeadamente de sete pessoas.

Fonte: O País

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